sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Cantor Sertanejo Renner é internado em clínica de reabilitação em visita a Brasília

O cantor Renner em imagem do blog do artista (Foto: Reprodução)
reprodução / internet

A assessoria do cantor sertenajo Renner publicou comunicado no blog oficial do artista informando que ele foi internado em uma clínica de reabilitação para "tratamento antiestresse" durante visita à família em Brasília.
De acordo com a nota, Renner estava passando alguns dias na cidade para  comemorar o aniversário quando sofreu uma crise depressiva.
"Renner tem síndrome do pânico,  desde o acidente sofrido em 2001, e desde essa época faz uso de medicamentos, receitado pelo médico, só que, com o uso contínuo desse remédio, causou dependência (droga lícita)", diz trecho da nota.
O músico, em decisão tomada com a família, resolveu internar-se para tentar interromper “o ciclo vicioso” dos medicamentos, segundo a nota publicada no blog. O convite para internação teria partido do dono da clínica, amigo de Renner.

Segundo a nota, Renner tem síndrome do pânico desde que sofreu um acidente de carro em 2001, em que duas pessoas morreram.
Ele fazia dupla com o cantor Rick e agora segue carreira solo no estilo sertanejo universitário.
A assessoria informa que os compromissos de trabalho do cantor estão suspensos e a previsão é que ele retome a agenda em dezembro.

Veja a íntegra da nota no blog do artista
"Esclarecimentos sobre internação do Cantor Renner Reis.

Vimos informar e esclarecer que o Cantor RENNER REIS ( Ex Dupla Rick e Renner), hoje em carreira Solo, sertanejo universitário, foi INTERNADO numa clínica de Reabilitação para tratamento anti-estress.
RENNER estava passando alguns dias em Brasília numa visita à Família e para comemorar seu aniversário (19/11p.p.) sofreu uma CRISE DEPRESSIVA, e a exemplo de vezes anteriores, o médico aumentava-se a dosagem do medicamento. A família vendo esse ciclo vicioso, resolveu em conjunto com o cantor, realizar uma internação para um TRATAMENTO a convite do próprio dono da clínica!

Renner tem SÍNDROME DO PÂNICO, desde o acidente sofrido em 2001, e desde essa época faz uso de medicamentos, receitado pelo médico, só que, com o uso contínuo desse remédio, causou dependência (droga lícita).
O uso de drogas (num tom pejorativo) como está sendo divulgado é errônea e inverídica. Renner é averso ao uso de drogas, pois acha que as drogas estão acabando com a juventude e as famílias do Brasil.
Os compromissos de divulgação da carreira de Renner Reis por enquanto estão suspensos. Se tudo correr bem, como já está acontecendo, RENNER REIS, voltará a realizar seus shows em dezembro, bem como dar continuidade na divulgação do CD TEU SOL.
Renner veio a publico, na tarde de hoje, esclarecer que está na Clinica de seu amigo particular para espairecer e recarregar as energias para o reinício de suas atividades.
E nos colocamos à disposição para quaisquer dúvidas."
G1-DF

Justiça manda bloquear bens de Gilberto Kassab

reprodução / internet
O juiz Domingos de Siqueira Frascino, da 11ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, acatou um pedido do Ministério Público e determinou o bloqueio de bens de Gilberto Kassab (PSD). O prefeito de São Paulo é um dos réus na Ação Civil Pública sobre irregularidades no contrato da prefeitura com a empresa Controlar. Por outro lado, o pedido de afastamento do prefeito das suas funções foi considerado "desnecessário".

A saída de Kassab foi pedida porque, segundo o MP, ele teria tentado interferir no trabalho da Procuradoria-Geral do Município e se negado a atender as recomendações do Tribunal de Contas, que apontou irregularidades no contrato entre 2007 e 2011. O prefeito é acusado de improbidade administrativa. O total de bens bloqueados de todos os acusados soma 1,05 bilhão de reais. Entre os réus estão o secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge (PV), dois funcionários da prefeitura e 13 empresários.
A Justiça também determinou que a prefeitura abra uma nova licitação para o serviço de inspeção veícular na capital no prazo de 90 dias. Quando estiver contratada a nova empresa, o município deve cancelar o contrato com a Controlar, que foi alvo de denúncias do Ministério Público por supostas irregularidades. 
Em coletiva realizada na tarde desta sexta-feira, o promotor de Justiça Roberto Antonio de Almeida Costa disse que a Controlar é uma "empresa fraude" e que foi beneficiada com pelo menos trinta itens irregulares identificados no contrato com a prefeitura. Kassab foi apontado pelo MP como réu na Ação Civil Pública porque, segundo os promotores, estava ciente dos problemas apresentados pela Controlar, que tem como acionistas majoritários duas empresas que fizeram doações para a campanha de reeleição do prefeito. "O que vemos até agora nas provas documentais é o favorecimento dos doadores de campanha, com prejuízos para o erário", disse Almeida Costa.
Em nota, a prefeitura de São Paulo reafirmou que a contratação do Consórcio Controlar "seguiu rigorosamente a legislação em vigor" e disse que tomará as medidas judiciais oportunas com relação à decisão da Justiça. "A implantação do programa (de inspeção veicular) foi feita de forma totalmente transparente e a prefeitura forneceu as informações necessárias sempre que foi solicitada, inclusive pelo Ministério Público".
A Controlar declarou-se "surpreendida" pela decisão judicial e afirmou que adotará "todas as providencias cabíveis para a proteção dos seus direitos". A empresa disse, ainda, que provará na Justiça que a decisão proferida "não é compatível com os fatos e documentos já apresentados". A concessionária garantiu que o serviço de inspeção ambiental veicular continuará a ser realizado normalmente.
Cida Alves - Veja

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Lupi culpa Dilma: ‘Ela quer que eu fique’

(Alpino/Yahoo)

O regresso ao picadeiro foi ainda mais bisonho e bizarro que o numerito de estreia. Parlamentares oposicionistas escancararam a fábrica de mentiras e ampliaram o acervo de bandalheiras. Fora o inevitável Eduardo Suplicy, os companheiros do PT nem deram as caras. Os parceiros da base alugada resolveram antecipar o fim de semana. Dos três senadores do PDT, um desejou boa sorte ao presidente licenciado e dois recomendaram que caia fora do primeiro escalão federal. Durante o depoimento no Senado, Carlos Lupi só foi consolado pela solidariedade silenciosa do ex-suplente Wellington Salgado, o Rapunzel de Bordel, e pela estridência velhaca do representante do PCdoB, Inácio Arruda. O Clube dos Cafajestes e a Irmandade dos Órfãos da Albânia. Tudo a ver.
Morto insepulto em adiantado estado de decomposição, o que anima o ainda ministro do Trabalho a apodrecer em público, cuspindo cataratas de mentiras e perseguindo pateticamente a ressurreição impossível? “Ela quer que eu fique”, disse no meio da discurseira. Ela. Dilma Rousseff. O que ouviu exatamente?, quis saber um senador. “Só posso me limitar a dizer que ela pediu que eu continuasse”, fez mistério o depoente, caprichando na pose de quem parou de tratar de assuntos íntimos na frente dos outros. Há uma semana, na Câmara, o galã de bolerão acusou-se de amar a presidente da República. Nesta quinta-feira, na Casa do Espanto, o rufião de botequim acusou-a de querer que fique onde está.
A segunda revelação é mais constrangedora que a primeira. Até agora, imaginava-se que a vassoura da faxineira de araque só saía do armário na hora de varrer sujeiras para baixo do tapete. Graças a Lupi, descobriu-se uma segunda serventia: em situações de alto risco, é transformada na muleta que mantém de pé um entulho apaixonado.

O Nem do PT e o Zé Dirceu da Rocinha

Precisa mesmo, comprovou o tratamento dispensado aos colegas de ofício no feriadão do 15 de Novembro. Enquanto o chefe do tráfico tentava escapar da Rocinha cercada por mais de mil soldados, o chefe do mensalão estrelava numa Brasília sem polícia o II Congresso Nacional da Juventude do PT. Enquanto Nem era fotografado em posição fetal no porta-malas de um carro, Zé Dirceu posava para a posteridade exibindo uma camiseta, encomendada por jovens milicianos, que transforma culpado em inocente. O bandido da Rocinha não nega o que é. Não consegue ser tão cínico como o colega sessentão.
As imagens berram que a capital da corrupção anda implorando por uma ocupação policial de dimensões superlativas. A turma que sorri em torno do quadrilheiro urbano, por exemplo, ficaria tão bem no retrato de frente e de perfil quanto a guarda pessoal do quadrilheiro da favela. Os meliantes que agem no Planalto Central têm tanto dinheiro quanto os similares dos morros sem lei, e muito mais amigos infiltrados nos três Poderes. Em Brasília, um celular manejado com perícia faz mais estragos que uma bazuca.
Tudo somado, convém confiar a captura do mensaleiro aos dois tenentes da PM que recusaram o suborno milionário oferecido pelo traficante. O Nem do PT pode ser mais persuasivo que o Zé Dirceu da Rocinha.

AugustoNunes - Veja

Depois do doutor que não lê, o Brasil inventa a faxineira que gosta de lixo

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Além do brasileiro, o Brasil já inventou o analista de juiz de futebol, o jurado de escola de samba, o despachante, o senador biônico, o comunista capitalista, o guerrilheiro que não sabe atirar e a família Sarney, fora o resto. Deve achar pouco, sugerem as duas singularidades incorporadas em 2011 ao vastíssimo acervo de assombros. Primeiro, o País do Carnaval pariu o único doutor do mundo que nunca leu um livro e não sabe escrever. Em seguida, decidiu que Dilma Rousseff seria a primeira faxineira da história que odeia vassoura e gosta de lixo.

Promovida a ministra de Minas e Energia em 2003, Dilma fez mais que conviver anos a fio, sem qualquer vestígio de desconforto, com o lixo amontoado por Lula no primeiro escalão federal. Como atestam três ítens no prontuário, a chefe da Casa Civil fez o que pôde para piorar as coisas. Com o dossiê forjado contra Fernando Henrique e Ruth Cardoso, Dilma aumentou o lixo. Com a conversa em que tentou induzir Lina Vieira a indultar a Famiglia Sarney, escondeu o lixo. E intensificou extraordinariamente a produção de lixo ao transformar em sucessora a melhor amiga Erenice Guerra.
“A corrupção será combatida permanentemente”, fantasiou no discurso de posse. Se pensasse assim, seriam outros os ministros na plateia. Ao chamar de volta Antonio Palocci e Alfredo Nascimento, por exemplo, trouxe para dentro de casa o entulho já depositado na caçamba. Ao nomear Pedro Novais e manter no emprego Wagner Rossi e Orlando Silva, afastou pilhas de detritos do aterro sanitário. Ao prorrogar o prazo de validade de Carlos Lupi, revelou que já existe até o lixo de estimação.
Como atestam as fotos feitas no dia da posse, Dilma ficou muito feliz com a escolha dos seis ministros localizados pela imprensa no pântano das maracutaias. Lamentou a partida de cinco e faz o que pode para não se desfazer do sexto. A permanência de Carlos Lupi no Ministério do Trabalho transforma a antiga suspeita em certeza: a faxineira do Brasil Maravilha já não consegue viver sem um lixo por perto.

AugustoNunes - Veja

Almeida Lima: PT tem um projeto autoritário para o Brasil

                                    O deputado federal Almeida Lima: "Quem está dominando é a banda podre do PT"   
O deputado federal Almeida Lima: "Quem está dominando é a banda podre do PT" (Lula Marques/Folhapress)
"O PT lançou a ética como uma bandeira de luta para chegar ao poder. Chegou ao poder, não precisa dela mais. Preferiu trabalhar com a corrupção"
Em tempos de PSD - o partido nem de direita, nem de esquerda, nem de centro - e de uma oposição minguada, o deputado federal Almeida Lima é uma exceção. Eleito por Sergipe, ele deixou o PMDB recentemente para ingressar no oposicionista PPS. Além de estar de olho na eleição municipal de 2012, quando almeja conquistar a prefeitura de Aracaju, o parlamentar diz que se cansou de tentar alertar os peemedbistas sobre as reais intenções do PT no poder. Para Almeida Lima, os petistas estão construindo um projeto autoritário e pretendem descartar os partidos aliados assim que possível. Almeida Lima foi Senador, ex-presidente da Comissão Mista de Orçamento e atual presidente da Comissão de Reforma Política.
Gabriel Castro - Veja

O ministro Gilberto Carvalho tenta justificar as denúncias de corrupção que permeiam o governo do PT

reprodução / internet
reprodução / internet

O ministro Gilberto Carvalho tentou justificar as denúncias de corrupção que permeiam o governo do PT dizendo que elas decorrem do aumento da fiscalização. “Isso dá a impressão de que a corrupção é maior, quando na verdade só estamos desvendando para a população fatos que ocorriam há muito tempo”.
 
No entanto, questionado por jornalistas sobre os recentes escândalos envolvendo o governo e ONGs, não pôde negar. “Efetivamente, houve problemas sim, mas eles não invalidam a ação em conjunto com ONGs", argumentou. "É injusta essa criminalização generalizada por causa de algumas exceções”.
 
Gilberto Carvalho não quis comentar o cai-não-cai do ministro do Trabalho. Perguntado sobre o assunto, encerrou a entrevista coletiva: “Não vou falar sobre esse tema”.

Carolina Freitas e Marina Pinhoni
Veja

FHC a Lupi: após certo ponto, ministro passa a ser peso

Fernando Henrique Cardoso durante o III Congresso Brasileiro de Fundações e Entidades de Interesse Público do Estado de São Paulo
Fernando Henrique Cardoso durante o III Congresso Brasileiro de Fundações e Entidades de Interesse Público do Estado de São Paulo (Gabo Morales/Folhapress)


Ex-presidente critica cooptação de ONGs para a corrupção. Problemas com entidades derrubaram dois auxiliares de Dilma e colocam cargo de Lupi a perigo

O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB) fez nesta segunda-feira uma recomendação ao ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT), que se segura no cargo há duas semanas, após VEJA revelar a existência de um esquema de corrupção na pasta. “A partir de certo ponto, queira a presidente ou não, o ministro passa a ser um peso”, disse depois de participar de um congresso na capital paulista. “Os próprios ministros deveriam entender que, quando perdem a condição de permanência, o gesto da retirada é um gesto mais construtivo para eles próprios do que a insistência de ficar.”
 
Fernando Henrique Cardoso criticou ainda a relação promíscua estabelecida entre organizações não-governamentais (ONGs) e partidos políticos – é o caso das entidades envolvidas no esquema de corrupção no ministério do Trabalho, do pedetista Lupi. “Quando existe a cooptação das ONGs pelos partidos ou quando partidos criam ONGs para obter contratos, isso não é ONG", afirmou FHC. "É um braço do partido disfarçado para obter um fundo que não é legítimo”.
 
Esquemas de corrupção envolvendo esse tipo de entidade derrubaram o ministro do Turismo Pedro Novais, o titular do Esporte Orlando Silva e colocam a perigo o cargo de Lupi. “A visão correta do terceiro setor é oposta a essa que esta aí, de ONGs para obter dinheiro para a corrupção”, disse FHC, durante palestra na abertura do 3º Congresso Brasileiro e Fundações e Entidades de Interesse Social em São Paulo. Na plateia de cerca de 500 pessoas estava o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, que falou depois de Fernando Henrique e tentou justificar as falhas do governo federal.
 
O ex-presidente apontou ainda para a necessidade de aumentar o controle e a fiscalização sobre o trabalho das organizações não-governamentais. “Não é só o controle", observou. "É preciso que haja efetivação das prescrições da Controladoria-Geral da União. Às vezes se faz o controle e nada acontece. Tem de haver punição”. Para FHC, os casos recentes de corrupção envolvendo ONGs maculam a imagem de um setor sério. “É preciso um esforço para restabelecer a relação autêntica da ONG, que é ser independente dos partidos”.
 
Fernando Henrique ponderou que há experiências positivas na relação de ONGs com o poder público. Um dos exemplos citados foi a administração de hospitais estaduais de São Paulo, feita por organizações sociais. FHC lembrou ainda a parceria feita por seu governo com entidades formadas por portadores da Aids para implantação do programa brasileiro de combate à doença. “Foi um sucesso absoluto. A tendência era da explosão da disseminação da doença no Brasil, mais isso não aconteceu porque o governo tomou decisões fortes, entre elas pedir ajuda a organizações compostas por aidéticos”, lembrou Fernando Henrique.

Carolina Freitas e Marina Pinhoni
Veja