terça-feira, 29 de novembro de 2011

Facebook faz acordo em caso de privacidade nos Estados Unidos

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A rede social Facebook resolveu fazer um acordo e mudar algumas de suas práticas de privacidade diante das acusações da Federal Trade Commission (FTC) nos Estados Unidos, segundo informações da própria entidade. Um processo na FTC acusava o Facebook de ter enganado os consumidores quanto à privacidade de seus dados.
De acordo com as acusações, o Facebook disse aos seus usuários que poderia manter suas informações privadas, mas repetidamente permitiu que elas fossem compartilhadas e tornadas públicas. Reclamações sobre as práticas de privacidade do Facebook foram feitas para a FTC pelo Centro de Privacidade da Privacidade Eletrônica dos Estados Unidos e por grupos de consumidores, afirma a organização.
Com o acordo, o Facebook passa a ter que tomar novas medidas para manter a promessa de que pode manter os dados privados.
Agora, a rede social terá, por exemplo, que obter a autorização do usuário para quando sua informação for compartilhada além do que ele havia estabelecido. Além disso, será preciso que uma empresa independente faça avaliações independentes e periódicas das práticas da privacidade da companhia.
“O Facebook é obrigado a manter as promessas que faz sobre privacidade”, disse Jon Leibowitz, presidente da FTC. “A inovação do Facebook não tem que vir às custas da privacidade do usuário.” A acusação do FTC traz uma lista de exemplos em que o Facebook não teria cumprido sua promessa de privacidade aos usuários.
Zuckerberg
No blog oficial do Facebook, Mark Zuckerberg, CEO da empresa, diz ser o "primeiro a admitir" que a companhia cometeu erros ao lidar com a privacidade dos usuários. Acho que até cometemos um pequeno número de grandes erros, como quando fizemos a transição do modelo de privacidade há dois anos. Isso colocou na sombra muitas das coisas boas que temos feito”, afirmou o executivo-chefe da rede social.

Além das medidas impostas pela comissão, Zuckerberg anunciou a criação de dois outros cargos executivos para lidar com o assunto.
G1-SP

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A Democracia adverte: MENTIR DEMAIS PODE CAUSAR CÂNCER NA LARINGE !

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Na antevéspera da eleição, presidente nacional do PT assina manifesto em favor da bagunça e da ditadura na USP!

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Maiorias silenciosas da universidade, vocês estão sendo usadas como massa de manobra da política mais vil! Ah, sim: morto assina! E a Marilena Quebra-Barraco também!



As esquerdas endoidaram de vez. E estão desesperadas. Perderam a eleição para o DCE na UnB. Perderam a eleição para o DCE da UFMG. Teriam sido fragorosamente derrotadas pela chapa “Reação” na USP não fosse o golpe que suspendeu as eleições. Pela primeira vez na história, o Diretório Central dos Estudantes da maior universidade do país, uma instituição pública, é comandado por uma espécie de “Junta Militar” formada por um conselho de Centros Acadêmicos. Dando um golpe dentro do golpe, os fascistóides excluíram o CA da FEA desse conselho. ESSA GENTE ODEIA A DEMOCRACIA. ESSA GENTE ODEIA A IDÉIA DE “UM ESTUDANTE, UM VOTO”. Muito bem! Escrevi aqui muitos posts afirmando que o PT acompanhava a folia da extrema esquerda a uma certa distância, mas sempre insuflando o movimento, especialmente nos fóruns de debates de professores e alunos. Agora o partido perdeu o constrangimento — não se pode, no caso, falar em vergonha porque não se perde o que não se tem — e passou a dar apoio efetivo à bagunça e aos extremistas. Ninguém menos do que o seu presidente nacional resolveu entrar na luta. Outras “estrelas” do partido resolveram dar as caras.
A “Irmandade Petista” é agora a mão que balança o berço. Afinal, estamos a menos de um ano de uma eleição, e a bagunça sempre interessa à “irmandade”, desde que prejudique o adversário. Como já afirmei aqui, os petistas preparavam a sua greve de alunos e professores para o ano que vem. Aposto o mindinho que a associação de docentes, a Adusp, que é comadanda pelos correlegionários de Delúbio Soares, vai tentar de novo aprovar a adesão à greve… que não existe!
Está circulando por aí uma estrovenga que se auto-intitula “Manifesto pela Democracia na USP”. Seus signatários se dizem “perseguidos pelo regime militar, parentes dos companheiros assassinados durante esses anos sombrios e defensores dos princípios por eles almejados”. Gostei, sobretudo, desta parte: “defensores dos princípios por eles almejados”. NÃO DEVERIA TER MORRIDO UMA SÓ PESSOA DEPOIS DE RENDIDA PELAS FORÇAS DO ESTADO, É EVIDENTE. Mas quais eram mesmo os “princípios almejados”, por exemplo, por VAR-Palmares, MR-8, PCdoB, VPR etc? Incluíam a democracia? Ora… Ah, sim: gente que escreve “princípios almejados” é analfabeta do estilo. Geralmente se almeja um objetivo orientado por um princípio.
Um monumento foi erguido na USP em homenagem às “vítimas” do regime militar. Não se teve até agora a idéia de fazer o mesmo com as vítimas das esquerdas… Mas vá lá… O tal manifesto anuncia:
“Não aceitamos receber essa homenagem de uma reitoria que reatualiza o caráter autoritário e antidemocrático das estruturas de poder da USP, reiterando dispositivos e práticas forjadas durante a ditadura militar, tais como perseguições políticas, intimidações pessoais e recurso ao aparato militar como mediador de conflitos sociais.”Ulalá! O “reatualiza” reitera o analfabetismo. Bastaria, para expressar o que querem dizer, a palavra “atualiza”.
O texto segue adiante:
“Esse desprezo pela memória dos que sofreram por defender a democracia, dentro e fora da Universidade, se manifesta claramente na placa que inaugurava a construção de tal monumento. A expressão ‘Vítimas da Revolução de 1964′ contém duas graves deturpações: nomeia de ‘vitimas’ os que não recearam enfrentar a violência armada, e, mais problemático ainda, de ‘revolução de 1964′ o golpe militar ilegal e ilegítimo.”
Trata-se de uma soma formidável de imposturas, vamos lá, uma a uma:
- a palavra “revolução” já foi tirada da placa;
- os movimentos de esquerda não defendiam a democracia nem em tese;
- os que aderiram à luta armada queriam socialismo, não um regime democrático;
- eu também acho que o número de “vítimas” foi muito menor do que se alardeia; quem morreu dando tiro, por exemplo, pereceu abraçado à sua escolha: não é vítima; se era herói, o era de uma outra ditadura: a socialista;
- mas notem: se não há vítimas, como eles próprios dizem, por que o Brasil já torrou quase R$ 6 bilhões, em indenizações e pensões, a título de reparação?;
- quem decidiu que os tais signatários são os donos da história para aceitar ou recusar homenagens?;
- notem que o golpe militar de 64 é classificado por eles como “ilegal e ilegítimo”. Bastaria a palavra “ilegal”, claro!, não fosse a má intenção. As esquerdas estão dizendo que, para elas, existem “golpes” ilegais, porém “legítimos”: os desferidos por elas, a exemplo do que se viu no DCE da USP.
O “Manifesto pela Ditadura na USP entra no coro dos golpistas e “demanda o fim do convênio com a Polícia Militar, bem como o fim das perseguições políticas pela reitoria e pelo Governo de São Paulo a 98 estudantes e 5 dirigentes sindicais, através de processos administrativos e penais, e a imediata instauração de uma estatuinte livre, democrática e soberana, eleita e constituída exclusivamente para este fim.”
O texto continua a espancar a língua e a verdade. Não há um só perseguido político nessa história. Não é por acaso que uma das “estrelas” que o subscrevem é Emir Sader; já falo de outros. Gostei, sobretudo, da “estatuinte soberana”. Formidável! Isso quer dizer que os valentes pretendem que nem mesmo a Constituição deva alcançar a universidade comandada por eles. É… Faz sentido. A PM, por exemplo, só está no campus porque, afinal, existe estado de direito no Brasil. Eles são contra o estado de direito!
O tal manifesto divide os signatários em dois grupos: 1) o de “de familiares de mortos e desaparecidos, de ex-presos e perseguidos pela ditadura. Uspianos e não uspianos”; 2) e o de “professores da USP e de outras universidades brasileiras”. Notem até onde podem ir o sectarismo, a vigarice intelectual e o autoritarismo. A “estatuinte” que pedem tem de ser “soberana”, mas “familiares de presos políticos”, “ex-perseguidos”e “professores de outras universidades” têm o topete de falar em nome da USP.
No primeiro grupo, eu juro!, aparecem entre os signatários Luís Carlos Prestes. Florestan Fernandes e Bento Prado Jr., já mortos. Consta que as respectivas famílias assinaram “em memória”. Ah, bom! O direito de herança, agora, se estende aos abaixo-assinados. Chico de Oliveira, professor emérito da Universidade, está presente. É o “intelectual” mais importante do PSOL, o partido que comandou o golpe nas eleições do DCE. Como se nota, ele só é contra o golpismo alheio. Nesse primeiro lote, encontram-se ainda, além de Rui Falcão, presidente nacional do partido, os seguintes petistas: Adriano Diogo (deputado estadual), Carlos Neder (vereador) e Emir Sader, espancador da língua. A outra lista, a de professores de dentro e de fora da universidade, é encabeçada pela Tati Quebra-Barraco da FFLCH:  Marilena Chaui, aquela que escreveu um livro “inspirado” em outro, de Claude Lefort, esquecendo-se de mudar as palavras. Há outros notórios partidários do PT, como Fábio Konder Comparato, Maria Victória Benevides, Flavio Aguiar e Laurindo Lalo Leal Filho. Ah, claro, aquele do “No occupy a fazenda do papai” também se faz presente…
Eleição
Na antevéspera da eleição, os petistas decidiram investir na baderna na USP. Eles têm consciência, sim, de que as maiorias silenciosas da universidade são contra os golpistas aloprados. Ocorre que não estão minimamente preocupados com a universidade. Jogam outro jogo. Bastam 200 irresponsáveis para fazer baderna, atrair imprensa e passar a impressão de que a universidade vive um clima de convulsão, derivado da irresponsabilidade ou da incompetência do governo.
José Dirceu, referindo-se certa feita a seus adversários, afirmou que era preciso “bater neles nas ruas e nas urnas”. Seus capangas eleitorais levaram a mensagem a termo e atacaram o governador Mário Covas. Eu não sou Dirceu. Digo assim: é preciso bater neles nas urnas e nas urnas: nas da universidade, quando houver eleições, e nas de São Paulo.
Esse manifesto em favor da ditadura na USP marca oficialmente a entrada do PT na confusão. Uspianos, pais de uspianos e comunidade paulistana, a partir de agora, os petistas passaram a jogar com o futuro de milhares de estudantes com o objetivo único, como é próprio de sua história, de aumentar o seu poder.
Reinaldo Azevedo - Veja

Dilma deveria ser 'mais radical em faxina política', diz 'Economist'

Reportagem sobre Dilma Rousseff no site da revista 'Economist' (Foto: Reprodução)Reportagem sobre Dilma Rousseff no site da
revista 'Economist' (Foto: Reprodução)
A presidente Dilma Rousseff teria capital político para ser "mais radical em sua faxina política", opinou a revista "Economist" em reportagem publicada nesta quinta-feira (24), que começa descrevendo o "conhecido roteiro" de queda de ministros no governo brasileiro: alegações de corrupção, negações, novas provas, demissão.
"Agora, Carlos Lupi, o ministro dos Transportes, parece ser o próximo a sair", diz a revista.
Para a "Economist", porém, a faxina ministerial, ainda que conte com aprovação popular, "meramente toca na superfície de um problema com raízes na forma como a política se desenvolveu no Brasil", citando a troca de cargos executivos por apoio legislativo, com o objetivo de conseguir a aprovação de projetos.
Em entrevista à publicação, Sylvio Costa, do site Congresso Em Foco, diz que o Brasil tem "uma presidente forte que não consegue fazer nada sem o apoio do Congresso. E esse apoio tem que ser comprado".
Agenda política

"(Dilma) deu poucos sinais de que está interessada em fazer mudanças radicais nesse sistema político de patronagem", afirma a reportagem da "Economist". "É mais possível que ela simplesmente continue a mandar embora (os ministros) mais pecadores quando (denúncias) chegarem ao seu conhecimento."

Na opinião da reportagem, porém, Dilma poderia apostar em reformas políticas mais profundas, considerando que "muito da agenda política da presidente - como melhorar a educação e a saúde, eliminar a pobreza extrema e investir em infraestrutura - não depende da aprovação do Congresso".

Reportagem publicada nesta quinta-feira, dia 24, na revista "Economist" (leia o texto, em inglês).
G1BBC Brasil

Dilma é 'ex-radical' que conduz Brasil em 'boom econômico', diz revista

Reportagem da "New Yorker" diz que Dilma vê EUA como exemplo de como não lidar com crise econômica (Foto: Reprodução)Reportagem da "New Yorker" diz que Dilma vê EUA
como exemplo de como não lidar com a crise eco-
nômica global (Foto: Reprodução)
A revista norte-americana "The New Yorker" traz em sua próxima edição, de 5 de dezembro, um perfil em que a presidente Dilma Rousseff é descrita como uma "ex-radical que conduz o país em um boom econômico". Intitulado "A Ungida", o texto assinado pelo jornalista e escritor Nicholas Lemann contrasta a situação política e social com o momento econômico do país.
No resumo publicado nesta segunda-feira (28) no site da revista, o texto diz que "até recentemente, o Brasil era um dos países menos educados e um dos mais desequilibrados economicamente. Agora, sua economia cresce muito mais rápido que a dos Estados Unidos".
O texto afirma que, mesmo com uma "democracia caótica", o Brasil tem uma imprensa livre. Diz ainda que o governo central é mais "poderoso e intrusivo" que o dos EUA.
"O crime é alto, escolas são fracas, e portos mal funcionam. Ainda assim, entre as maiores potências econômicas, o Brasil alcançou uma rara combinação: alto crescimento, liberdade política e desigualdade decrescente".
Ao falar sobre a relação da presidente com os EUA, o texto diz que o país "parece estar constantemente na mente de Dilma, como um exemplo de como não lidar com a crise econômica global".
Passado
Ao descrever o passado da presidente, diz que ela "rapidamente se tornou radical" quando era estudante nos anos 60, durante a ditadura. No final da década, diz que Dilma e o então marido Cláudio Galeno Linhares "viviam se escondendo, estocando e transportando armas, bombas, dinheiro roubado, planejando e executando 'ações'".
Depois, relata que, mais tarde, no início dos anos 70, ao ser capturada com o segundo marido, Carlos Araújo, "passou três anos na prisão, onde teria sido submetida a extensiva tortura".
A publicação ressalva que Dilma "insiste que nunca esteve pessoalmente envolvida em ações violentas nos tempos de militante".
Sobre a demissão de ministros neste primeiro ano de governo, a revista diz que "ninguém acredita que Dilma Rousseff seja corrupta, mas ela trabalhou por anos com algumas das pessoas que pediram demissão".

G1 - Brasília

STJ nega pedido de liberdade de José Rainha

José Rainha Júnior fala sobre ocupações de fazendas na Bahia em 2004 (Foto: Agência A Tarde / Arquivo /  Agência Estado)O ex-líder do MST José Rainha Júnior (Foto:
Agência A Tarde / Arquivo / Agência Estado)
A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou pedido de libertação do ex-líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) José Rainha Júnior.
Ele foi preso em junho deste ano, durante a Operação Desfalque, da Polícia Federal, que investigou um suposto esquema de desvio de dinheiro público destinado a assentamentos de reforma agrária.
A decisão, divulgada nesta segunda-feira (28) foi tomada no último dia 22 de novembro. Os ministros julgaram um habeas corpus contra decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) que já havia negado liberdade ao ex-líder do movimento.
G1 entrou em contato com a defesa do ex-líder, mas não obteve resposta até o horário da publicação desta reportagem.
A investigação aponta Rainha como suposto chefe de uma organização criminosa que atuava na região do região do Pontal do Paranapanema, em São Paulo. Ele é suspeito por crimes contra o meio ambiente, de peculato (por ter atuado para que um servidor público usasse a função no desvio de recursos), apropriação indébita e extorsão.
De acordo com o relator do caso, ministro Gilson Dipp, o processo deixa claro que o suspeito fazia “parte de organização criminosa altamente organizada para a prática de delitos”. O ministro avaliou como necessária a prisão porque há suspeita de tentativa de ameaças feitas a uma das testemunhas.
"O que justifica a prisão cautelar como garantia da ordem pública, principalmente considerando o modo de atuação da quadrilha”, disse Dipp.
O relator, ministro Gilson Dipp, considerou correto o acórdão do TRF3 que manteve o decreto de prisão preventiva dos acusados.

Débora SantosG1, em Brasília

Locutor morre no ar em rádio de Iacanga, SP

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Um locutor de uma rádio da cidade de Iacanga, no interior de São Paulo,  teve mal súbito e morreu no ar durante um programa ao vivo da rádio, no início da manhã desta segunda-feira (28). Segundo um funcionário da emissora, Jeltro Pereira Barbosa, conhecido na cidade como “Del Porã”, narrava um programa sertanejo que começa às 5h.
Pouco depois, no início do programa, o locutor parou de falar de repente. Um funcionário, que estava ouvindo o programa de casa, foi até a rádio e encontrou o locutor caído na mesa do estúdio. Ele chamou o Samu, os enfermeiros ainda tentaram reanimar a vítima por quase uma hora, mas sem sucesso.
De acordo com os amigos e funcionários da rádio, Del Porã tinha 68 anos e tinha problemas de coração, inclusive usava três pontes de safena. O estado de saúde do locutor tinha piorado há cerca de duas semanas. O locutor será velado no Velório Municipal e em seguida sepultado no Cemitério Municipal da cidade.
G1 Bauru e Marília

domingo, 27 de novembro de 2011

Empresário orienta empreendedor a buscar dinheiro 'barato'

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Quem tem o projeto de abrir um negócio próprio mas não possui capital, deve pensar em formas mais acessíveis de conseguir empréstimo, deixando os bancos como última opção. Esta é a opinião do empresário Gustavo Ziller, um dos criadores da rádio OI FM e fundador da Aorta, empresa desenvolvedora de aplicativos, tecnologia e novas mídias, que participou de chat do G1 sobre empreendedorismo nesta segunda-feira (21).
"Existem hoje vários institutos de acesso a capital", destacou. "Aconselho a sempre ficar atento aos editais do BNDES, da Fiesp, procurar o Sesc, essa é a alternativa de dinheiro mais barato que há, depois dos familiares."
Ziller abriu sua primeira empresa, uma produtora de vídeo, "financiado" por parentes. "Se você conseguir pegar da família, é o dinheiro mais barato que existe. Eu comecei desta forma."
1 - Quando é feito o desenvolvimento de uma nova tecnologia, qual é a melhor forma de inseri-la no mercado? A publicidade pode ser um dos caminhos? (Raul Passos)
Se você está criando algo inovador, a primeira coisa a ser identificada são os focos, as comunidades que estão trabalhando com a mesma coisa que você faz ou com coisas parecidas, para circular essa ideia dentro dessas comunidades. Hoje na web você tem diversos fóruns de discussão em tecnologia, inclusive faculdades de ponta aqui do Brasil, com Unicamp, USP, UFMG, e faculdades de fora, como Stanford, Harvard, têm esse fóruns para essas discussões. Normalmente essas pessoas são o que a gente chama de “antenas”, que pegam isso e divulgam com maior rapidez.

2 - Qual segmento hoje dá mais garantias de dar certo e prosperar? (Estela Gomes)
Se você vai abrir um negócio, a sua pergunta deve ser outra, não qual é o melhor segmento, mas como abrir o melhor negócio para este segmento. Se você começar fazendo esta pergunta, você vai fazer um bom negócio, independentemente de qual segmento seja.

3 - Como conseguir capital para abrir um negócio? (Francisco)
Se você conseguir pegar da família, é o dinheiro mais barato que existe. Eu comecei desta forma. Eu cometi um erro – hoje eu enxergo isso muito bem – que foi fazer isso com muita informalidade. Eu acho que a formalidade deve existir (...); fazer um contrato, prever o retorno deste investimento ou retorno do empréstimo, se for um empréstimo, acho que tem ter um pouquinho mais de formalidade.
O dinheiro mais caro é o empréstimo bancário, sem dúvida é o dinheiro mais caro para você começar um negócio, eu não aconselho a você, de cara, entrar num empréstimo bancário. O banco, depois, pode ser um grande parceiro da sua empresa, mas eu acho que depois que você tiver mais capital, mais faturamento para conseguir negociar a melhor taxa. Até isso acontecer, eu acho perigoso você já contrair um empréstimo para financiar o caixa da sua empresa desde o início.
O melhor caminho mesmo são os familiares e o que a gente chama de investidores “anjos” – um conceito muito forte no exterior. No Brasil esse conceito ainda é muito novo. Consiste em encontrar pessoas que acreditam no empreendedor, na ideia, no projeto.

4 - Como fazer para lidar com sócios que também são seus amigos? E quando, ao invés de sócios, são subordinados? (Ricardo Prado)
Eu não tenho esse talento de separar amizade, família e negócios – e isso é ruim. Eu tive que trazer pessoas para dentro do time que conseguem fazer este discernimento e nessa hora assumem aquele momento da negociação ou para onde a empresa está indo. Eu não sou a melhor pessoa para fazer isso. Quando você tem essas pessoas que te ajudam, aí você vai em frente, mas é complicado.
Tanto que um dos maiores dilemas dos grandes empresários hoje no Brasil é a questão da sucessão.

5 - Quais as melhores opções de empresas de prestação de serviços de olho na Copa de 2014? (Geron)
Não pode pensar só na Copa, não. Tem que pensar na Copa, na Copa das Confederações, que é antes, nas Olimpíadas do Rio, que é em 2016, e como vários estudos estão apontando, você tem que pensar nos próximos dez anos. A “enxurrada” de turistas vai crescer, assim como o consumo das classes C e D. (...) Quando você pensar em prestação de serviços, pensa no básico para o seu consumidor, porque público vai ter para tudo.

6 - Quais os cursos mais importantes para se fazer quando você tem o próprio negócio? (Renato Fenix)
O principal é você, depois de definir o seu negócio, a sua linha, é procurar se aliar com pessoas que já tiveram sucesso naquilo. Ou então, procurar faculdades e cursos de especialistas, MBAs de gestão de negócios. O primeiro caminho é a gestão de negócios. No meu caso, eu sou formado em Publicidade, e tenho especialidade em produção de rádio. O papel que me cabe dentro da sociedade, que é buscar novos negócios e buscar venda comercial, não existe faculdade para isso. Está no sangue ou não está.
Aí é o dia a dia mesmo, se aliar com pessoas que conseguem fazer isso de forma melhor.
Se o seu negócio é gestão de empresas, operação, cuidar de processo, aí vai precisar correr atrás de uma formação técnica. Existem MBAs e faculdades excelentes no Brasil, que inclusive estão ranqueadas entre as melhores do mundo.

7 – Como posso estruturar uma empresa de consultoria que tem só a mim como funcionário? (Leandro Santos)
Na parte técnica, que é abrir a empresa, é normal como qualquer outra. Uma consultoria você vai abrir como uma fábrica ou um bar. Procure um bom contador, para te ajudar juridicamente.
Agora, de fazer disso um negócio, realmente é um desafio. Porque no Brasil a gente tende a achar que um consultor é uma pessoa que não está trazendo valor para o seu negócio. Pelo contrário, ele traz muito valor e consegue te apontar caminhos que você não estava pensando antes.
Ele pode procurar consultorias da sua área, tentar o modelo de negócios que eles praticam e liga, pede opinião, tenta fazer entrevista, aí talvez encontre um modelo de negócio.

8 – Para ser um bom empresário é necessário ser formado em Administração ou dá para ter outros tipos de conhecimentos em cursos rápidos? (Jéssica)
Hoje empreendedor pode ser artista plástico, músico. Empreender não tem nada a ver com formação, tem a ver com você querer ter seu próprio negócio, querer sustentar esse negócio. Ter ideia todo mundo tem. Ideia é diferente de negócio, de ter empresa e ter um negócio de fato. Se você tem esse talento, vá e tenha o seu negócio.

9 – Quais as possibilidades e dificuldades de abrir um negócio sem capital próprio. Existe um nível máximo tolerável para se usar capital de terceiros na formação da empresa?(Rafael Barbosa)
Vou responder dando alguns exemplos. O fundador da Centauro, cadeia de lojas de artigos esportivos, começou abrindo a primeira loja com US$ 10,5 mil na época. O fundador da Localiza, rede de aluguel de carros, começou alugando sete Fuscas que foram financiados simultaneamente em sete bancos diferentes, para o financiamento ser aprovado.
Depende muito. Não existe fórmula de sucesso. No meu caso, eu comecei empreendendo com uma produtora de vídeo, que está no mercado até hoje. A gente se financiou “vendendo” esse sonho para os nossos familiares.
Existem hoje vários institutos de acesso a capital. Aconselho a sempre ficar atento aos editais do BNDES, da Fiesp, procurar o Sesc, essa é a alternativa de dinheiro mais barato que há, depois dos familiares.

10 – Como faço para criar um protótipo do meu produto? Existe algum lugar para fazer isso? (Leonardo Nunes)
No nosso caso, que é tecnologia, existem hoje várias ferramentas na web que você consegue criar um protótipo e ver um simulador na sua tela funcionando.
Se o seu protótipo é para a indústria naval, aeronáutica, automotiva, você vai precisar se auxiliar com as pessoas que já fizeram isso. Eu acho que esse é um grande caminho: sempre pensar em se apoiar com pessoas que já realizaram. A gente tem a tendência de achar que alguém vai roubar nossa ideia, isso não existe. Hoje o mercado brasileiro está tão maduro em relação a negócios e o empresário hoje tem foco.

G1 - SP