sexta-feira, 10 de agosto de 2012

A “Operação Caça-Gurgel” desfechada por petistas é sinal de que eles estão com medo.


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O núcleo lulo-dirceuzista do PT e seus acólitos e agregados — como o senador Fernando Collor (PTB), por exemplo, hoje um esbirro da turma — continuam empenhados em tentar desmoralizar o procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Lembram-se de Cândido Vaccarezza? É aquele deputado do PT que, quando líder do governo na Câmara (vale dizer: era a voz de Dilma na Casa), encontrava-se secretamente com José Dirceu em quartos de hotel. Outro conviva era Sérgio Gabrielli, então presidente da Petrobras. Depois que ele saiu, se soube como andava, de fato, a empresa. Com uma oposição um pouco mais robusta, esse rapaz seria chamado às tintas. Com uma organização mínima dos acionistas minoritários, eles estaria em maus lençóis. Adiante. Pois Vaccarezza, o dirceuzista juramentado, resolveu entrar com uma representação contra o Gurgel no Conselho Nacional do Ministério Público. E qual é a razão? Uma suposta “cartilha” que o Ministério Público Federal elaborou para crianças e adolescentes, explicando em detalhes, numa linguagem acessível, o processo e seu andamento.
O deputado está muito bravo e manda ver. Diz que “custeada com recursos do erário, colhe-se propaganda pronta e acabada sobre os fatos em julgamento”. Vocês entenderam: ele acusa o MPF de usar dinheiro público para fazer propaganda contra seus aliados. Não é impressionante que ele seja do partido cujo governo financia uma rede de blogs sujos, alguns deles verdadeiramente criminosos, por meio de propaganda institucional e das estatais? O material do Ministério Público está muito longe disso. Na linha “joguem pedra do Gurgel”, acusa-o de não ter agido com presteza no caso Cachoeira. Vocês conhecem essa ladainha.
Pois bem. A página a que ele se refere está aqui. Não se trata de uma cartilha. Atenção! Essa área do site do Ministério Público Federal está no ar desde 16 de outubro de 2009, como lá se informa. Sua prática corriqueira, reitero, é tentar traduzir em linguagem simples as ações do órgão. Até questiono se crianças realmente entendem o que lá vai. Alguns jornalistas, aliás, deveriam ler. Recomendo a Janio de Freitas, por exemplo. Se, agora, existe uma área destinada a informar detalhes do processo do mensalão, é porque esse é o caso da hora. Basta visitá-la para verificar que esse é apenas um nicho da página. Se alguns petistas — não só eles — são protagonistas do mensalão, fazer o quê?
Perguntas diretas a Vaccarezza
– Deputado Vaccarezza, quantos milhões por ano as estatais põem nos blogs sujos destinados a puxar o saco de petistas, atacar oposicionistas e a imprensa independente?
– Deputado Vaccarezza, quantos milhões por ano o governo federal, as administrações petistas em outros níveis e alguns gestores da base aliada “investem” nesses mesmos veículos para difamar, caluniar, injuriar, mentir?
– Deputado Vaccarezza, o governo a que o senhor pertence não se envergonha, por exemplo, de sustentar uma publicação capaz de dar fé a uma lista elaborada por um falsário, que mente de forma desabrida para tentar desmoralizar um ministro do Supremo?
– Deputado Vaccarezza, com que autoridade moral acusa desvio de dinheiro público para propaganda quem, por vínculo partidário, está associado a esse tipo de sujeira?
– Deputado Vaccarezza, quantos milhões são empregados no que não passa de uma campanha de caráter partidário e, a depender do período, também eleitoral? Por que o senhor não pede uma investigação? Não o fazendo, então por que não se cala sobre o MPF?
ATENÇÃO, ATENÇÃO!Eu não estou igualando as duas coisas! Eu não estou dizendo que são ações similares, porém com sinais invertidos. A linguagem a que recorre o site do MPF é objetiva e procura ser didática, sem baixarias e ofensas, é evidente! Abraça o ponto do vista do procurador-geral, é óbvio — embora divulgue também a versão dos réus. Ora, um simples cotejamento de linguagem evidencia que, de um lado, está o esgoto moral a soldo e, de outro, uma tentativa de traduzir  para crianças e adolescentes que diabos, afinal de contas, é esse processo.
É até possível que a página passasse quase despercebida, não fosse essa tentativa canhestra de usar o caso para, mais uma vez, atacar o procurador-geral. Mas por quê?
Avaliação ruim do quadroSe a turma vai ser condenada ou não, isso eu não sei. Que os petistas estão com uma avaliação pessimista do quadro, isso é fato. Pessoalmente — eu e mais a torcida do Corinthians —, duvido que Marcos Valério se safe no tribunal. E, com ele, devem ir Delúbio Soares e alguns operadores do núcleo financeiro do esquema. Lembrem-se de que o empresário já foi condenado pela Justiça Federal.
O fato de o processo estar unificado, por vontade expressa da esmagadora maioria do Supremo (9 a 2), impõe aos ministros algumas responsabilidades. Pensemos por hipótese: Valério, Delúbio e mais uns dois ou três são condenados pela lambança, e Dirceu se salva? Alguém indagará: “Mas Lula não deveria estar lá também?”. É evidente que eu acho que sim! Já escrevi isso umas 300 vezes. Mas não está. Considero, sinceramente, impensável um Valério inocente — com o devido respeito ao doutor Marcelo Leonardo, que fez uma defesa muito competente e técnica, mas até ele deixou a sugestão de que também o considera. Pois bem: vai-se condenar o publicitário e deixar o comando político do PT livre e leve (não deveria nem ficar solto…)? É MESMO? MAS, AFINAL, VALÉRIO TRABALHAVA PARA QUEM E PARA QUÊ? Era senhor absoluto de sua própria República? O destino final da dinheirama era seu projeto pessoal de poder? Ora…
Um ministro que condena Valério e absolve Dirceu pode até dizer que se apega aos autos de algum modo, mas é evidente que se despediu da lógica. “Mas não serve Delúbio?” A resposta seria “sim” caso a gente considere que aquele senhor realmente tinha autonomia para decidir. E os líderes aliados que participaram da festança já disseram que acordo, para ser celebrado, só com o Zé. E no Palácio do Planalto!
Petistas neuróticosOs petistas estão ficando um tanto neuróticos porque o desenrolar do julgamento, que, em tese, lhes é favorável — afinal, são cinco horas de acusação para 38 da defesa —, também começa a evidenciar um lado perverso. Nunca antes na história destepaiz tantos mártires e inocentes se juntaram, não é mesmo? E para produzir o quê? A gente viu. Na retórica, advogados se esmeram na santidade do réu. Duvido que o STF cometa suicídio moral — e legal!
A verdade, minhas caras, meus caros, é que o PT apostou tudo que esse julgamento não sairia neste ano. E apostava que manobras várias poderiam empurrá-lo para uma data sem data. Reavivado na memória, à luz dos fatos, o que foi o mensalão, assistimos àquele impressionante desfilar de inocentes em meio a empréstimos de fachada, saques na boca do caixa, dinheirama transportada em carro-forte, admissão de caixa dois…
Hoje, o PT está com medo!
Reinaldo Azevedo - Veja

Ofereço este documento ao Supremo: o dia em que Zé Dirceu confessou! Podem agregar aos autos! Foi dado o direito ao contraditório! É ele próprio falando!


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José Luis de Oliveira Lima, advogado de José Dirceu, mandou um novo texto ao Supremo asseverando a inocência do seu cliente. Teve uma hora para fazê-lo, usou apenas 45 minutos, mas decidiu, de novo, ser notícia. A presunção de sempre é a de que, como chefe da Casa Civil, o Zé, não sabia o que ia pelo partido — e, bem…, nem pelo governo. Em 2007, ele concedeu uma entrevista à revista Playboy — que está reproduzida em seu próprio site.
Destaco três trechos em vermelho e comento em azul:
PLAYBOY – O senhor não parece muito à vontade ao falar da sua atividade de consultor.
José Dirceu – 
A lei me obriga ao sigilo e à confidencialidade, tanto no escritório de advocacia como aqui. Fazem campanha para me prejudicar. A minha vida é pública, eu continuo fazendo política, então é natural que escrevam e falem de mim. A minha atividade como consultor está totalmente legal, faz dois anos que saí do governo. Eu esperei um ano e meio. Posso fazer qualquer atividade.
PLAYBOY – Ter passado pelo governo que continua no poder não ajuda?
José Dirceu -
 O Fernando Henrique pode cobrar 85 mil reais por palestra, e eu não posso fazer consultoria? No fundo, o que eu faço é isso: analiso a situação, aconselho. Se eu fizesse lobby, o presidente saberia no outro dia. Porque no governo, quando eu dou um telefonema, modéstia à parte, é um telefonema! As empresas que trabalham comigo estão satisfeitas. E eu procuro trabalhar mais com empresas privadas que com empresas que têm relação com o governo.
ComentoViram só? “No governo, quando eu dou um telefonema, modéstia à parte, é um telefonema!” O sentido parece claro a qualquer leitor, não? O Zé deixou confessou que, mesmo como consultor — lobista é o nome —, era especialmente ouvido. Ora, no governo e no partido, um “telefonema do Zé sempre foi… um telefonema!” Numa democracia um pouco mais avançada e decorosa do que a nossa, Dilma Rousseff, que era, então, a chefe da Casa Civil, teria sido chamada ao Congresso para explicar a fala deste senhor. Em seguida, ele emenda que as empresas que trabalham com ele estavam satisfeitas. Por que não estariam, não é mesmo?
Nota: não sei se FHC cobrava aquilo por palestra — nem interessa. De toda sorte, ex-presidente da República, satanizado permanentemente por petistas, os que o convidavam certamente não estavam interessados em favores oficiais. Afinal, um telefonema do tucano NÃO ERA um telefonema! Lula, como ex-presidente, passou a cobrar R$ 500 mil por palestra. Por que cobrava muito mais do que o antecessor? Os petralhas vão dizer que é porque ele é mais amado, mais competente, mais inteligente. Bem, se um telefonema do Zé é um telefonema, um telefonema de Lula é uma ordem. Vale, pois, R$ 500 mil. 
Vejam, pois, senhores ministros do Supremo, como esses pobres coitados nunca sabem de nada. Mas calma! Há dois outros trechos da entrevista.
PLAYBOY – Ainda sobre alianças: o presidente Lula errou ao dizer que daria um cheque em branco ao Roberto Jefferson (PTB-RJ)?
José Dirceu -
 Nem sei se ele disse isso. Essas coisas viram dito pelo não dito. Mas o Lula não dá cheque em branco pra ninguém. Não é da natureza dele. Pelo contrário, ele delega, mas controla, cobra. Ele é um presidente da República que tem controle sobre tudo o que está acontecendo. O Lula trabalha, chega cedo e sai tarde. E quem acha o contrário, ótimo. Porque vai subestimar o Lula e vai nos subestimar.
PLAYBOY – Mas então ele sabia do caixa dois, do dossiê fajuto contra os tucanos, não?
José Dirceu – [Irritado.] 
- Não está sob atribuição da Presidência da República. Isso não era matéria de governo, era de partido. Tanto é que o país reconheceu isso, o TSE reconheceu. Presidente da República não pode ser responsabilizado. Aliás, eu não posso ser responsável como ministro da Casa Civil por nada que aconteceu no PT, nada que aconteceu no
 Congresso. Por isso que eu sou inocente. Não há como me responsabilizar.
VolteiEntenderam? Reconheceram ali a defesa de Oliveira Lima? Ela repete a ladainha de 2007. A tese, no fundo, é a seguinte: como ele era chefe da Casa Civil e não tinha responsabilidade funcional no PT, então é inocente. Como Lula era presidente da República, então é inocente. Trata-se de uma inversão perniciosa do sentido de um fundamento do direito. NINGUÉM PODE SER RESPONSABILIZADO POR ISSO OU POR AQUILO SÓ EM RAZÃO DO CARGO QUE OCUPA. Certo!  No caso do Zé, ficou claro que o exercício desse cargo convivia com o estrito controle do PT. As duas coisas estavam imbricadas. Eis o ponto. Era ele quem operava e sacramentava as alianças — justamente com os partidos (e seus parlamentares) que estavam recebendo o dinheiro do mensalão.
Zé Dirceu é um tipo muito particular: ele quer que lhe reconheçam o poder, o prestígio e a influência nas coisas que lhe servem para estufar o peito. Quando se trata de responsabilidades, ele pula fora. Agora vamos ao terceiro trecho:
PLAYBOY – O senhor disse que o presidente Lula não passa cheque em branco pra ninguém. E o senhor?
José Dirceu -
 Pra ninguém.
PLAYBOY – Nem pra sua mãe?
José Dirceu -
 Pra ela eu dou dinheiro vivo.
ComentoO comandante-geral do PT, aquele que cuidava de tudo, o que sacramentava as alianças, bem, ele não dava cheque em branco para ninguém. Lula também não! Certo! Então quem dava um “cheque em branco” para Delúbio? Vejam que coisa fabulosa! Lula não sabia de nada. Dirceu não sabia de nada, embora ambos sempre fizessem questão de saber de tudo!. É um enigma.
E uma ironia: considerado que o mensalão foi o espetáculo por excelência do dinheiro vivo, a gente nota que o Zé não teme mesmo a piada, né?
Para encerrarA defesa de José Dirceu anda a reclamar que a Procuradoria Geral da República usou testemunhos da CPI, que não teriam sido submetidos ao contraditório etc. e tal. Sei. Ofereço essa entrevista do Zé ao Supremo, para que seja agregada aos autos. Afinal, ninguém poderia falar melhor pela defesa do que o próprio réu, não é? E, como se nota, o que se tem acima é uma confissão.
Reinaldo Azevedo-Veja

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Papa nomeia novo bispo para diocese de Campina Grande-PB

Dom Delson, novo bispo de Campina Grande, Paraíba (Foto: Cacilda Medeiros/Divulgação)
Dom Delson é o novo bispo de Campina Grande
(Foto: Cacilda Medeiros/Divulgação)

O papa Bento XVI anunciou o nome do sétimo bispo diocesano de Campina Grande. A nomeação de Dom Frei Manoel Delson Pedreira da Cruz foi publicada oficialmente no L’Oservatore Romano desta quarta-feira (8). Dom Delson é bispo da diocese de Caicó (RN) desde outubro de 2006. Ele vai assumir o cargo cinco meses após a saída de Dom Jaime para a arquidiocese de Natal (RN). 
Dom Delson é natural da cidade de Biritinga, na Bahia, e nasceu no dia 10 de julho de 1954.
Estudou Filosofia e o início da Teologia no Seminário São Francisco de Assis em Nova Veneza (SP) e concluiu os estudos teológicos no Instituto de Teologia da Universidade Católica de Salvador (BA). É mestre em Ciência da Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Salesiana de Roma e graduado em Letras pela Universidade Católica de Salvador.

Foi ordenado sacerdote no dia 5 de julho de 1980 na Arquidiocese de Feira de Santana (BA) e na mesma arquidiocese, em 24 de setembro de 2006, recebeu sua ordenação episcopal. Foi acolhido
na diocese de Caicó no dia 8 de outubro daquele ano e permaneceu até a data desta nova
nomeação. Até o dia de sua posse em Campina Grande, Dom Delson permanece em Caicó
como administrador diocesano.

Atualmente, no Regional Nordeste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) - AL, PE, PB e RN -  Dom Delson atua como vice-presidente e bispo referencial para a Comunicação. Seu lema episcopal é “Ide aos meus irmãos” (Jo 20,17).
G1-PB

Policiais Rodoviários Federais aprovam greve em PE, diz sindicato


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Os Policiais Rodoviários Federais entrarão em greve em Pernambuco (e em nível nacional), segundo anunciou o sindicato da categoria na noite desta terça-feira (7). Em nota, eles protestam por melhores condições de trabalho, abertura de novas vagas em concursos públicos e melhor tratamento em negociações com o Governo Federal.

"Após exaustivas reuniões com o governo, os Policiais Rodoviários Federais, diante da paralisação das negociações com a categoria, darão início a uma série de ações para denunciar o descaso para com a segurança pública em geral, e principalmente para com a Polícia Rodoviária Federal", diz a nota.

Em Pernambuco, ocorrerão ações em locais de grande fluxo de veículos na Região Metropolitana do Recife e em alguns outros pontos do estado, a partir desta quarta-feira (8), de acordo com o sindicato.
Eles também reclamam da falta de capacidade operacional nas rodovias brasileiras, sobretudo com a proximidade de eventos como a Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíadas. Também prostestam pela realização de concurso público para o preenchimento de quase quatro mil vagas e um tratamento igualitário em relação às demais carreiras do estado.

"Será a primeira vez, nos seus oitenta e dois anos de serviço ininterrupto prestado ao povo brasileiro que essa categoria cruzará os braços", finalizaram em nota.

G1-PE

Mais de 500 vagas em cursos de qualificação são oferecidas no Recife


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A partir de quinta-feira (9), estão abertas as inscrições para mais de 500 vagas em cursos de qualificação social e profissional do Plano Territorial de Qualificação (PlanTeQ), da Prefeitura do Recife. As oportunidades são em diversos cursos e oferecidas para pessoas com idade acima de 16 anos, que estejam desempregadas ou à procura do primeiro emprego. As inscrições se encerram na sexta-feira (10).

Os interessados deverão se dirigir aos postos de inscrições localizados em quatro regiões do Recife, das 9h às 15h, portando carteira de identidade, CPF, carteira de trabalho e o comprovante de residência. Os participantes devem ter escolaridade do nível fundamental incompleto ao médio completo; o programa também vai atender a pessoas com deficiência.

As 568 vagas são para os cursos de: assistente em logística comercial; telemarketing; operador de caixa; cozinha regional; pastelaria e confeitaria; garçom; monitor e recreador; camareira; recepcionista de hotel; auxiliar administrativo; informática básica com manutenção de microcomputadores; costura e modelagem; depilação; manicure e pedicure; pintor; eletricista predial; gesseiro; serviços gerais; soldador; e encanador. Os cursos começam no próximo dia 20 de agosto, com turmas nos turnos da manhã e tarde. Outas informações podem ser obtidas pelo telefone 3355-2902.

Confira os locais onde podem ser feitas as inscrições:

Escola Estácio Coimbra 
Rua Marquês do Pombal, s/n, Santo Amaro.

Centro Espírita Templo da Criança 
Rua Maria Gonçalves, 136, Mangabeira

Bombando Cidadania 
Rua do Rio, s/n, Bomba do Hemetério

Associação Rede Unidos
Rua Camboriú, 419, Alto do Eucalipto

Associação de Moradores do Alto José Bonifácio
Rua Benevenuto Teles Neves, 179, Alto José Bonifácio

Sistema Público de Emprego 
Avenida Norte, 5600, Casa Amarela
G1-PE

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Dirceu rememora guerrilha em livro



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A poucos dias do julgamento do mensalão, seu principal personagem, o dirigente petista José Dirceu, volta à cena com um breve relato sobre o tempo em que militava no Movimento de Libertação Popular (Molipo) - organização de esquerda criada no início da década de 1970, com o objetivo de espalhar focos guerrilheiros na zona rural, derrubar o regime militar e instalar o socialismo no Brasil.
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Trata-se do prefácio do livro biográfico As Quatro Mortes de Maria Augusta Thomaz. Escrito pelo jornalista Renato Dias, relata a história da militante política que, como Dirceu, foi líder estudantil, aproximou-se das organizações que defendiam a resistência armada e integrou o Molipo.
Os dois conviveram em Cuba, onde o movimento surgiu. Ela foi morta numa operação do Exército, em Goiás, em 1971, e faz parte da lista dos desaparecidos políticos do País.
Dirceu foi um dos poucos dirigentes do Molipo que sobreviveram. "Quase todos os meus companheiros caíram, assassinados pela repressão, entre 1971 e 1972", escreve ele no prefácio de quatro páginas do livro que será lançado no sábado, em São Paulo, no Memorial da Resistência. "Assistíamos às quedas de nossos companheiros, assassinados na tortura ou friamente, muito dos quais até hoje desaparecidos políticos."
O ex-ministro-chefe da Casa Civil reivindica o esclarecimento dos casos dos desaparecidos. "É imprescindível o resgate da memória daqueles que deram o único bem que tinham, a vida, pela liberdade e pela democracia", diz. "Espero que a justiça e a verdade venham à luz do dia, com a instalação da Comissão que leva exatamente o nome de Justiça e Verdade " (o nome exato, segundo o decreto de Dilma Rousseff, é Comissão Nacional da Verdade).
Roldão Arruda-Estadão
Luta para implantação do comunismo. não é Sr ex-ministro e Mensaleiro?

OS MENSALEIROS
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Chantagem na reta final


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RODRIGO RANGEL
Pouca gente tem mais intimidade com o ex-presidente Lula do que o ex-metalúrgico Paulo Okamotto. Além de amigo pessoal, ele sempre atuou como uma espécie de assessor de luxo do ex-presidente, principalmente em assuntos que envolvem dinheiro. No Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, Lula foi presidente e Okamotto, diretor de finanças. Na primeira campanha presidencial disputada pelo petista, em 1989, Okamotto era o tesoureiro. Essa relação de confiança ganhou outra conotação quando se soube, durante o escândalo do mensalão, que Okamotto pagara do próprio bolso uma dívida do presidente. A operação levantou uma série de dúvidas, principalmente porque a dívida foi saldada em dinheiro vivo e não havia registro algum do responsável pela quitação. Coube ao próprio Paulo Okamotto esclarecer o mistério: ele tinha em mãos uma procuração do presidente que lhe dava poderes para atuar em seu nome. O polivalente Okamotto anda às voltas com uma missão político-financeira muito mais complicada: foi encarregado de manter sob controle — e acima de tudo em silêncio — o empresário Marcos Valério. Às vésperas do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal, Valério está chantageando o ex-presidente Lula e o PT.
Denunciado pelo procurador-geral da República como o operador do maior esquema de corrupção da história, Marcos Valério era dono de duas agências de publicidade que escondiam uma câmara de compensação. Em 2002, na campanha que elegeu o ex-presidente Lula, a agência, entre outras coisas, providenciou o envio ao exterior de mais de 10 milhões de reais para pagar as despesas de campanha do PT — dinheiro arrecadado no Brasil, provavelmente de corrupção, e remetido para fora do país de maneira ilegal. No governo Lula, o esquema ganhou sofisticação. A agência passou a receber recursos diretamente dos cofres públicos, simulava prestação de serviços e subornava congressistas e partidos políticos. Segundo o Ministério Público, 74 milhões de reais foram desviados. Encarregado da contabilidade da “organização criminosa”, Valério responde pelos crimes de corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e evasão de divisas. Somadas, as penas podem chegar a 43 anos de prisão. O empresário se diz guardião de um valioso e delicado segredo.
Em maio, quando os ministros do STF já debatiam a data de início do julgamento, petistas influentes foram mobilizados para conter a ofensiva de Marcos Valério. De Belo Horizonte, onde mora, o operador do mensalão fez chegar à cúpula do PT a ameaça: depois de refletir muito, teria finalmente decidido procurar o Ministério Público para revelar alguns segredos — o principal deles, supostos detalhes de suas conversas com Lula em Brasília. O ex-presidente sempre negou a existência de qualquer vínculo entre ele e o operador do mensalão antes, durante e depois do escândalo. Para mostrar que não estava blefando, como já fizera em outras ocasiões, o empresário disse que enviaria às autoridades um vídeo com um depoimento bombástico, gravado por ele em três cópias e escondido em lugares seguros. Seria parte do acordo de delação premiada com os procuradores. Seu arsenal também incluiria mensagens e documentos que provariam suas acusações. Paulo Okamotto, que hoje é diretor-presidente do Instituto Lula, foi um dos que receberam o recado — prontamente decodificado por um grupo de assessores próximos ao ex-presidente, que entrou em ação para evitar turbulências na reta final do processo. Desde as primeiras chantagens de Valério, em 2005, o ex-tesoureiro era incumbido de intermediar as conversas com o empresário, que cobrava proteção e dinheiro.
O advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, petista histórico e também integrante do círculo íntimo de Lula, foi destacado para descobrir se as ameaças, desta vez, procediam. Ele procurou pessoas próximas a Marcos Valério, advogados, integrantes do Ministério Público, políticos e empresários. Ouviu a história sobre o depoimento em vídeo, mas não encontrou uma única evidência de que ele realmente exista. Greenhalgh, há mais de um ano, é um dos encarregados de conversar com Marcos Valério. Ele se reuniu com o empresário algumas vezes em seu escritório em São Paulo. “O Greenhalgh é o pacificador, é quem sempre dá as garantias a ele”, disse a VEJA uma fonte da confiança de Valério. O advogado não sabe se o vídeo existe ou não, porém descobriu que o tal acordo de delação premiada era mais um blefe do empresário. Um blefe calculado para gerar calafrios e advertir os petistas sobre antigos compromissos assumidos. Segundo um assessor do empresário, a cúpula do partido prometeu que lançaria mão de todos os instrumentos possíveis para livrá-lo da cadeia.
Procurado, o advogado Greenhalgh não retornou as ligações. Paulo Okamotto admitiu ter participado de reuniões com Marcos Valério, mas disse que isso nada tem a ver com ameaças ou chantagens: “Ele queria me encontrar porque às vezes queria saber das coisas. Em geral, ele quer saber como está a política, preocupado com algumas coisas”. O mensaleiro escolheu como consultor o melhor amigo do ex-presidente que chantageia há sete anos. Indagado se a consultoria também envolvia assuntos financeiros, Okamotto explicou: “Ele tem uma pendência lá com o partido, uma pendência lá de empréstimo, coisa de partido, referindo-se ao processo em que Valério cobra judicialmente 55 milhões de reais do PT, como pagamento dos empréstimos fictícios que abasteceram o mensalão. E concluiu, em tom enigmático: “O Marcos Valério tinha relação com o partido, ele fez coisas com o partido. Eu nunca acompanhei isso. Então, quem pariu Mateus que o embale, né, meu querido?!”.
Não é a primeira vez que o operador do mensalão ameaça envolver o ex-presidente Lula no caso. Em 2005, quando começaram a surgir provas contundentes do envolvimento de Marcos Valério no esquema, e suas ligações umbilicais com o PT, o empresário ligou para o então presidente da Câmara, deputado João Paulo Cunha, disse que faria um acordo de delação premiada e advertiu: “Avisa ao barbudo que tenho bala contra ele”. Ameaçou, também, revelar o nome das empresas que abasteceram o caixa dois da campanha de Lula em 2002 e fulminar ministros que haviam recebido parte do dinheiro. Pelo seu silêncio, Valério impôs algumas condições. Queria garantias de que não seria preso e uma bolada de 200 milhões de reais. As denúncias nunca se materializaram. Em 2010, Marcos Valério fez uma confidência no gabinete de uma autoridade de Brasília: “O Delúbio (Soares) me levou para um futebol no palácio”. A autoridade tentou mostrar indiferença diante do que acabara de ouvir, mas sabia muito bem o que aquilo significava. O objetivo era apenas enviar mais um recado. Delúbio garante que essa visita nunca existiu.
Pouco antes de deixar a Presidência, Lula disse que se dedicaria a provar que o mensalão não existiu. Mas, em flagrante contradição, em 2005, no ápice do escândalo, o então presidente se penitenciou: “Eu me sinto traído. Traído por práticas inaceitáveis das quais nunca tive conhecimento. Não tenho nenhuma vergonha de dizer ao povo brasileiro que nós temos de pedir desculpas. O PT tem de pedir desculpas”. Apesar de reconhecer o crime, a estratégia já naquela época era afirmar que toda a fraude aconteceu sem que o líder máximo do partido soubesse. Teoria que o próprio Lula acabou por fragilizar em depoimento ao Supremo Tribunal Federal, quando confirmou que realmente fora advertido pelo deputado Roberto Jefferson sobre a existência do mensalão antes de o escândalo eclodir. Segundo o próprio Lula, na ocasião estavam presentes os ministros Aldo Rebelo e Walfrido Mares Guia e o deputado Arlindo Chinaglia — o mesmo que Jefferson acusou na semana passada de ter lhe oferecido vantagens para que ele não denunciasse a fraude. Arlindo Chinaglia disse que isso não é verdade. Na reta final, blefando ou não, é no mínimo estranho que, sete anos depois do mensalão, Marcos Valério continue ameaçando o PT — e o PT continue assombrado com as ameaças de Marcos Valério.

OS MENSALEIROS
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terça-feira, 24 de julho de 2012

Depois de pousar no TCU pendurada em duas certidões de nascimento, a ministra Ana Arraes virou babá de mensaleiro


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O currículo de Ana Arraes, essencialmente, restringe-se a um par de certidões de nascimento. A primeira informa que seu pai é Miguel Arraes, três vezes governador de Pernambuco. A segunda atesta que um de seus filhos é Eduardo Campos, dono há mais de cinco anos do cargo que foi do avô. Pendurada nos dois documentos, Ana Arraes escapou do anonimato imposto a figuras desprovidas de brilho próprio. Virou dirigente do PSB, deputada federal e ministra do Tribunal de Contas da União. Acaba de virar manchete com a decisão de transformar em negócio legal uma negociata milionária, descoberta em 2005, que envolveu os mensaleiros Marcos Valério e Henrique Pizzolato.
Se ela não fosse “a filha de Miguel Arraes”, os companheiros do PSB se dispensariam de tratar com tanta reverência a mulher que, filiada ao partido desde 1990 por determinação do pai, seria reprovada no Enem caso a prova de redação pedisse um texto de cinco linhas sobre o socialismo à brasileira. Se não fosse “a mãe de Eduardo Campos”, herdeiro do patrimônio eleitoral do patriarca morto em 2005, a advogada que se diplomou aos 41 anos provavelmente estaria, aos 65,  cuidando dos netos no Recife. Graças ao governador que a criou e ao que pariu, foi eleita deputada em 2006, reeleita em 2010 e, em outubro do ano seguinte, ganhou o emprego no TCU.
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Como cabia ao Congresso preencher a vaga no tribunal, Eduardo Campos acampou em Brasília até garantir a indicação também pleiteada por Aldo Rebelo. Primeiro conseguiu o apoio de Lula, interessado em infiltrar no TCU gente de confiança. (Dele, naturalmente). Depois se entendeu com Dilma Rousseff, acertou-se com o PT, alugou meia dúzia de bancadas, atraiu até tucanos subordinados ao senador Aécio Neves ─ e venceu.
Os parlamentares que votaram na mãe de Eduardo Campos instalaram no TCU a deputada medíocre e oradora tatibitate incapaz de apresentar um único projeto relevante em quase cinco anos no Congresso. Mas capaz de qualquer coisa para servir aos interesses do governo ─ e às vontades de Lula, principal cabo eleitoral da campanha vitoriosa no Congresso.
Em 22 de setembro de 2011, meu amigo e vizinho Reinaldo Azevedo, amparado numa entrevista concedida por Ana Arraes a Heraldo Pereira, mostrou a que vinha a futura ministra. Depois de lembrar que é preciso evitar a paralisação das obras do governo, e para tanto deveriam ser removidos entraves legais que atrapalham a vida do PAC, a filha e mãe de governadores espancou a honestidade e a gramática para fazer o resumo da ópera: “O TCU é um lugar político. Política não é só a partidária. Vou ao TCU servir ao meu país, servir ao povo do Brasil, zelando pelos recursos públicos, mas também com o olhar da política”.
O “olhar da política” fez com que Ana Arraes enxergasse dois sóbrios homens de negócios na dupla de vigaristas formada por Marcos Valério, gerente-geral da quadrilha do mensalão, e Henrique Pizzolato, vice-presidente da área de marketing do Banco do Brasil. Relatora do processo que se arrastava desde 2005, ela invocou uma pilantragem  jurídica costurada em 2009 pelo então deputado José Eduardo Cardozo, agora ministro da Justiça, para proclamar a inocência dos mensaleiros juramentados a poucos dias do início do julgamento no Supremo Tribunal Federal.
Basta ouvir duas ou três declarações de Ana Arraes para constatar que o papelório, avalizado pelos demais ministros, foi redigido por doutores em trucagens de tribunal. A ministra só assinou a decisão que, ditada pelo olhar político, colidiu frontalmente com o olhar técnico dos pareceres de três unidades do TCU que escancaram a transação criminosa. E vai morrer de ilegalidade aguda assim que for recitada no Supremo pelos advogados de Valério e Pizzolato.
Como informa o texto do comentarista Otavio na seção Feira Livre, o contrato de publicidade firmado entre o Banco do Brasil e uma das agências de Marcos Valério exige explicitamente a devolução do dinheiro desviado para as malas de dinheiro da quadrilha. A manobra concluída por Ana Arraes não vai mudar o curso do julgamento no STF. Mas incluiu mais um tópico no currículo indigente.
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Dez meses depois de pousar no TCU carregando apenas duas certidões de nascimento, a filha de Miguel Arraes e mãe de Eduardo Campos também virou babá de mensaleiro.
Augusto Nunes-Veja

Os desmentidos de Marcos Valério confirmam que Lula precisa tratar com muito carinho a caixa preta mais perigosa do país


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Como revelou a edição de VEJA desta semana, o grão-mensaleiro Marcos Valério comunicou a amigos de Lula que, se não fosse tratado com o carinho que merece a mais perigosa caixa-preta do país, poderia ceder à tentação de contar detalhes de conversas que teve com o ex-presidente antes da descoberta do mensalão. Nesta segunda-feira, instado pelo portal Terra a comentar a reportagem, Valério confirmou a ameaça com duas frases grávidas de entrelinhas.


“Eu sou igual ao doutor Delúbio, nunca endureci o dedo para ninguém e não vai ser agora, às vésperas do julgamento”, começou o declarante. “Eu não tenho nenhum confidente em Brasília, principalmente lá, onde não vou há anos”, terminou. Traduzidas as frases, o que se ouve são dois desmentidos que ratificam e ampliam as informações divulgadas por VEJA.
A primeira lembra aos interessados que, como Delúbio Soares, Valério sabe muito e não contou nada, está pagando sozinho por pecados coletivos e espera que os danos morais e financeiros sejam devidamente compensados. Ao frisar que nunca endureceu o dedo, está dizendo que poderia ter feito o contrário. O indicador só enrijece se existe algo ou alguém a apontar. Não fez isso e não fará às vésperas do julgamento, sublinha. Mas nada impede que faça depois. Depende do desfecho do caso.
Ao afirmar na segunda frase que não tem confidentes em Brasília e não aparece por lá há alguns anos, Valério confirma outra informação da reportagem: os encontros com Paulo Okamotto e Luiz Eduardo Greenhalgh, que repassaram o recado a Lula, ocorreram em São Paulo. Não foi necessário reaparecer no local do crime. Antes da descoberta do esquema criminoso, ele passava mais tempo em Brasília do que em Belo Horizonte e entrava sem bater em gabinetes inacessíveis para a gente comum. Até ser reduzido a caso de polícia e descobrir como é passar a noite na cadeia.
Em setembro de 2011, nas alegações finais apresentadas ao Supremo Tribunal Federal pela defesa de Marcos Valério, o advogado Marcelo Leonardo afirmou que o elenco formado por 38 réus do processo do mensalão só ficará completo com a incorporação do protagonista ausente. Dois trechos do documento resumem a ópera:
“É um raríssimo caso de versão acusatória de crime em que o operador do intermediário aparece como a pessoa mais importante da narrativa, ficando mandantes e beneficiários em segundo plano”, escreveu o advogado. “Alguns, inclusive, de fora da imputação, embora mencionados na narrativa, como o próprio presidente LULA”.
“A classe política (…) habilidosamente deslocou o foco das investigações dos protagonistas políticos (LULA, seus ministros, dirigentes do PT etc) para o empresário (…) dando-lhe uma dimensão que não tinha e não teve”.
Letras maiúsculas são gritos gráficos. As duas vogais e a consoante reprisada do LULA amplificam as ameaças sussurradas ou apenas insinuadas pelo diretor financeiro do bando. A drenagem do pântano não foi além das margens. Os principais personagens escondem segredos há sete anos. Nenhum tem tanto a dizer quanto Marcos Valério.
Augusto Nunes-Veja