sábado, 30 de junho de 2012

Custo Lula


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CARLOS ALBERTO SARDENBERG
Há menos de três anos, em 17 de setembro de 2009, o então presidente Lula apresentou-se triunfante em uma entrevista ao jornal Valor Econômico. Entre outras coisas, contou, sem meias palavras, que a Petrobrás não queria construir refinarias e ainda apresentara um plano pífio de investimentos em 2008. “Convoquei o conselho” da empresa, contou Lula. Resultado: não uma, mas quatro refinarias no plano de investimentos, além de previsões fantásticas para a produção de óleo.
Em 25 de junho último, a Petrobrás informa oficialmente aos investidores que, das quatro, apenas uma refinaria, Abreu e Lima, de Pernambuco, continua no plano com data para terminar. E ainda assim, com atraso, aumento de custo e sem o dinheiro e óleo da PDVSA de Chávez. Todas as metas de produção foram reduzidas. As anteriores eras “irrealistas”, disse a presidente da companhia, Graça Foster, acrescentando que faria uma revisão de processos e métodos. Entre outros equívocos, revelou que equipamentos eram comprados antes dos projetos estarem prontos e aprovados.
Nada se disse ainda sobre os custos disso tudo para a Petrobrás. Graça Foster informou que a refinaria de Pernambuco começará a funcionar em novembro de 2014, com 14 meses de atraso em relação à meta anterior, e custará US$ 17 bilhões, três bi a mais. Na verdade, as metas agora revistas já haviam sido alteradas. O equívoco é muito maior.
Quando anunciada por Lula, a refinaria custaria US$ 4 bilhões e ficaria pronta antes de 2010. Como uma empresa como a Petrobrás pode cometer um erro de planejamento desse tamanho? A resposta é simples: a estatal não tinha projeto algum para isso, Lula decidiu, mandou fazer e a diretoria da estatal improvisou umas plantas. Anunciaram e os presidentes fizeram várias inaugurações.
O nome disso é populismo. E custo Lula. Sim, porque o resultado é um prejuízo para os acionistas da Petrobrás, do governo e do setor privado, de responsabilidade do ex-presidente e da diretoria que topou a montagem.
Tem mais na conta. Na mesma entrevista, Lula disse que mandou o Banco do Brasil comprar o Votorantim, porque este tinha uma boa carteira de financiamento de carros usados e era preciso incentivar esse setor. O BB comprou, salvou o Votorantim e engoliu prejuízo de mais de bilhão de reais, pois a inadimplência ultrapassou todos os padrões. Ou seja, um péssimo negócio, conforme muita gente alertava. Mas como o próprio Lula explicou: “Quando fui comprar 50% do Votorantim, tive que me lixar para a especulação”.
Quem escapou de prejuízo maior foi a Vale. Na mesma entrevista, Lula confirmou que estava, digamos, convencendo a Vale a investir em siderúrgicas e fábricas de latas de alumínio. Quando os jornalistas comentam que a empresa talvez não topasse esses investimentos por causa do custo, Lula argumentou que a empresa privada tem seu primeiro compromisso com o nacionalismo.
A Vale topou muita coisa vinda de Lula, inclusive a troca do presidente da companhia, mas se tivesse feito as siderúrgicas estaria quebrada ou perto disso. Idem para o alumínio, cuja produção exige muita energia elétrica, que continua a mais cara do mundo.
Ou seja, não era momento, nem havia condições de fazer refinarias e siderúrgicas. Os técnicos estavam certos. Lula estava errado. As empresas privadas foram se virando, mas as estatais se curvaram.

Ressalva: o BNDES, apesar das pressões de Brasília, não emprestou dinheiro para a PDVSA colocar na refinaria de Pernambuco. Ponto para seu corpo técnico.
Quantos outros projetos e metas do governo Lula são equivocados? As obras de transposição do rio São Francisco estão igualmente atrasadas e muito mais caras. O projeto do trem bala começou custando R$ 10 bilhões e já passa dos 35 bi.
Assim como se fez a revisão dos planos da Petrobrás, é urgente uma análise de todas as demais grandes obras. Mas há um outro ponto, político. A presidente Dilma estava no governo Lula, em posições de mando na área da Petrobrás. Graça Foster era diretoria da estatal. Não é possível imaginar que Graça Foster tenha feito essa incrível autocrítica sem autorização de Dilma.
Ora, será que as duas só tomaram consciência dos problemas agora? Ou sabiam perfeitamente dos erros então cometidos, mas tiveram que calar diante da força e do autoritarismo de Lula?
De todo modo, o custo Lula está aparecendo mais cedo do que se imaginava. Inclusive na política.

Cubramo-nos de vergonha: falou-se tanto em golpe, golpe, golpe no Paraguai, e quem acabou dando um golpe fomos nós


A reunião do Mercosul em Mendoza, Argentina: a "suspensão" do Paraguai foi
uma óbvia malandragem para permitir ao governo ditadorial de Hugo Chávez,
da Venezuela, ingressar no bloco (Foto: Reuters)

O Senado do Paraguai — imaginemos, do Paraguai, antes motivo de piada quando se falava de democracia — vinha resistindo bravamente, há seis anos, às pressões para aprovar o ingresso da Venezuela do tirano bufão Hugo Chávez no Mercosul, bloco integrado pelo próprio Paraguai e por Brasil, Argentina e Uruguai.
O Senado paraguaio, diferentemente da maneira covarde com que se houve o Congresso brasileiro, se apegou à chamada “cláusula democrática” do Mercosul, segundo o qual só podem integrar o organismo países plenamente democráticos, com eleições livres, liberdade de imprensa, liberdade de opinião, liberdade sindical, Justiça livre e independente e respeito às minorias, entre outras exigências.
Essa cláusula, justiça se faça, foi inserida nos tratados de formação do Mercosul pelos então presidente José Sarney, do Brasil, e Raúl Alfonsín, da Argentina. Com Sarney, naquele momento, a diplomacia brasileira viveu um bom momento.
Agora, estamos vivendo um péssimo e vergonhoso momento: o Brasil participou, alegremente, da manobra que “suspendeu” o Paraguai do Mercosul até as eleições presidenciais já previstas no país para abril do próximo ano. Então, com o Paraguai “suspenso” até abril, seu Senado não pode vetar nada agora em relação ao Mercosul.
Um presentão para a camarilha “bolivariana” que pressionava para que o governo ditatorial de Chávez ingressasse no mercado comum do Sul do continente: o negócio foi fechado hoje mesmo, na mesma reunião de Mendoza, na Argentina, convocada para examinar a situação no Paraguai após o impeachment do presidente Fernando Lugo.
Um golpe na democracia e na credibilidade do Mercosul
Ou seja, a “suspensão” do Paraguai constituiu uma evidente manobra calhorda para driblar o obstáculo às pretensões de Chávez, que o Senado paraguaio impedia.
O governo tresloucado e autoritário de Cristina Kirchner na Argentina foi quem primeiro vociferou que ocorrera um “golpe” no Paraguai com o impeachment de Lugo pelo Congresso. Vários outros governos sul-americanos bateram na mesma tecla — inclusive, apesar de permanecer em cima do muro e por meias palavras, o do Brasil.
Falou-se tanto em golpe, golpe, golpe – e quem assesta um golpe na democracia, agora, são justamente os que acusavam o Paraguai disso. Um golpe na democracia que mina a credibilidade que ainda poderia restar ao Mercosul.
Como publica hoje o site de VEJA, “com alta dose de hipocrisia, os governantes do grupo, que em nenhum momento mencionaram as artimanhas de Chávez para se manter no poder, afirmaram que a suspensão do Paraguai ocorreu devido ao ‘rompimento do processo democrático’ no país – como tem sido definido por países sul-americanos o impeachment sofrido pelo presidente Fernando Lugo, ocorrido estritamente dentro das regras da Constituição paraguaia.”
“[A presidente] Dilma Rousseff, por exemplo, defendeu da seguinte forma a suspensão paraguaia: ‘Nossa posição mostra a sobriedade desta região. Há 140 anos vivemos sem guerras, conflitos étnicos ou perseguições religiosas no Mercosul. Fizemos todos os nossos organismos baseados no compromisso fundamental com a democracia, e o protocolo de Ushuaia evidencia isso’. O protocolo de Ushuaia determina que os países-membros do bloco possuam governos democráticos” (justamente o que impedia o ingresso no Mercosul do truculento regime de Chávez).
Não foi por falta de prever, como publicado em post anterior.
Cubramo-nos de vergonha. Mais um vexame da diplomacia brasileira que, no governo Dilma, vinha se comportando melhor do que durante os oito anos do lulalato.
Não mais.
Ricardo Setti - Veja

Os três patetas do Mercosul usaram o golpe que não houve no Paraguai como pretexto para a execução de um golpe de verdade


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O golpe que não houve no Paraguai foi o pretexto invocado pelos parceiros vigaristas para a consumação de um golpe real. Sem a presença do único integrante do Mercosul contrário ao ingresso da Venezuela bolivariana, os governos do Brasil, da Argentina e do Uruguai concederam ao companheiro Hugo Chávez a carteirinha de sócio do clube que nunca funcionou.
Durante oito anos, o Congresso paraguaio amparou-se na cláusula que exige respeito às regras democráticas para barrar a entrada do bolívar-de-hospício. Sete dias bastaram para que a trinca de cínicos removesse a pedra no caminho de Chávez e instalasse no Cone Sul a república de araque localizada no extremo norte do subcontinente.
O impeachment de Fernando Lugo foi decretado sem que qualquer norma constitucional fosse violada. “Tenho a impressão de que foi um golpe”, hesitou Dilma Rousseff no dia do despejo do reprodutor de batina. Se também não souber direito que palavra deve usar para definir o que acaba de fazer em companhia da Argentina e do Uruguai, o neurônio solitário pode dispensar-se de dúvidas: golpe é o nome da coisa.
Formado por parceiros que vivem tentando enganar uns aos outros, o Mercosul era, até esta sexta-feira, uma inutilidade controlada por três patetas. Agora são quatro.
Augusto Nunes - Veja

Golpe no Mercosul – Dilma chuta a democracia e acolhe uma ditadura


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Os governos da Argentina, Brasil e Uruguai suspenderam mesmo o Paraguai do Mercosul e aproveitaram, eles sim, para dar um golpe cartorial e burocrático: incorporaram a Venezuela ao bloco. Ou por outra: Cristina Kirchner, Dilma Rousseff e José Mujica — aquele que quer estatizar a maconha… — fizeram rigorosamente aquilo que acusam o Senado paraguaio de ter feito: deram um golpe branco.
Por quê? Segundo as regras do Mercosul, a adesão de um novo país ao bloco tem de ser aprovada pelos respectivos Parlamentos dos países-membros. O senado paraguaio, num rasgo de lucidez, recusava a entrada do ditador Hugo Chávez com base no Protocolo de Ushuaia, que estabelece as cláusulas democráticas. Destaco algumas em vermelho. Volto em seguida:
ARTIGO 1
A plena vigência das instituições democráticas é condição essencial para o desenvolvimento dos processos de integração entre os Estados Partes do presente Protocolo.
ARTIGO 2
O presente Protocolo se aplicará às relações que decorram dos respectivos Acordos de Integração vigentes entre os Estados Partes do presente protocolo, no caso de ruptura da ordem democrática em algum deles.
ARTIGO 3
Toda ruptura da ordem democrática em um dos Estados Partes do presente Protocolo implicará a aplicação dos procedimentos previstos nos artigos seguintes.
ARTIGO 4
No caso de ruptura da ordem democrática em um Estado Parte do presente Protocolo, os demais Estados Partes promoverão as consultas pertinentes entre si e com o Estado afetado.
VolteiNão há uma só que explique a suspensão do Paraguai. Não há uma só que permita a entrada da Venezuela. No entanto, a Venezuela é agora membro do Mercosul, e o Paraguai está suspenso. Por quê? Porque, afinal de contas, o novo governo paraguaio não pertence ao mesmo “lado” em que estão Dilma Rousseff, Cristina Kirchner e José Mujica. Coube à “Loca de Buenos Aires” fazer o anúncio.
Sempre que alguém como Cristina Kirchner fala em nome da democracia, o dita-cuja está, obviamente, em perigo. A presidente da Argentina tem motivos para tentar recompensar Hugo Chávez. No dia 24 de setembro de 2008 (eu e minha memória…), o empresário venezuelano Guido Antonini Wilson confirmou à Justiça americana ter enviado, em agosto de 2007, US$ 6 milhões de Caracas para Buenos Aires, divididos em duas maletas. O dinheiro ilegal era destinado ao financiamento da candidatura de Cristina à Presidência. No momento, esta grande democrata está empenhada em destruir as instituições democráticas argentinas. Mas que ninguém ouse reagir, ou a safra de governantes que pretendem obter nas urnas o “direito” à ditadura gritam: “Golpe!!!”
A suspensão do Paraguai já seria indignidade o suficiente para os três governantes. Aproveitar o fato para abrigar a Venezuela, ao arrepio das regras que orientam o próprio Mercosul, é um escárnio. Ou vejamos: se o país tivesse sido expulso, muito bem! Mas não foi! A suspensão, que não é expulsão, não elimina uma das prerrogativas que o país tem como membro do bloco: aprovar ou vetar o ingresso de um novo país.
Há, sim, uma nova modalidade de golpe na América Latina: o golpe das eleições! Ainda voltarei a esse assunto. A safra de candidatos a ditadores do continente acredita que as urnas lhes dão o direito de solapar até… urnas!
A diplomacia de Dilma Rousseff consegue ir mais baixo do que a de Lula. Se querem saber, no que diz respeito às formalidades nas relações externas, nem Celso Amorim, o megalonanico, desceu tanto. Antonio Patriota acaba de se tornar mais “mégalo” e mais “nanico” do que o antecessor.
Reinaldo Azevedo

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Diário da Dilma, mês de maio


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PUBLICADO NA EDIÇÃO DE JUNHO DA REVISTA PIAUÍ
1º de maio ─ Não deu para emendar o feriadão. Na falta do que fazer, decidi azucrinar os bancos. Mamãe não resiste ao Bottini do Shoptime e só esse mês já comprou três frigideiras do George Foreman. Vai tudo para o cheque especial e quem paga os juros é a filhinha aqui.

2 de maio ─ Quando pensam que minha criatividade acabou, eis que demito um ministro interino. Pelas minhas planilhas, só falta demitir um suplente para ticar todas as categorias. Espero que esse Brizola Neto me ajude a mexer na internet. Ando tão defasada.
E não é que deu certo? Atendo o telefone e uma mocinha pergunta se pode estar falando com a dona Dilma Vânia. Digo que sou eu. A moça se oferece para negociar as taxas do meu empréstimo consignado… Digo que ligo mais tarde. Vou consultar o Guido.

3 de maio ─ Patriota veio me dizer que passei um pito na embaixadora da Colômbia por engano. A moça falava um português impecável, achei que fosse da minha equipe. Tive de passar um pito no Patriota.

“Veta, Dilma”, “Veta, Dilma”, só se fala nisso. Na hora de deixar o carro na garagem ou descartar sacola plástica o povo reclama.

4 de maio ─ Lula passou o dia ligando para fazer trocadilhos porque mexi na poupança. Esse homem não tinha um instituto para tocar? Mexi, sim, e daí? Muita gente quis fazer, mas não fez. Conosco não tem enrosco! E olha que a imprensa nem falou mal. Dilminha está se saindo melhor do que a encomenda!

5 de maio ─ Vou apagar essas fotos do meu computador. Fiquei assustada com esse episódio da Carolina Dieckmann.

6 de maio ─ Depois desse bafafá, estou curiosa para comer a tal galinhada. Mandei um ofício para o Kassab exigindo a receita.
Esse novo presidente da França deveria bater o pé para ser chamado de socialisto.

7 de maio ─ Chega segunda-feira e o Crivella vem me falar de tainhas. O pior é que não dá para mandar o homem para as profundezas do inferno. Que saudade do Luiz Sérgio. O bigode era péssimo, mas o homem era mais silencioso do que uma tilápia.

Sérgio Cabral fez troça com a tintura de cabelo do Lobão. Mandei cortar os repasses do PAC.

Lembrete: não autorizar viagens do Ministério de Minas e Energia para a França. Ontem vi a companheira do francês na tevê. Podre de chique. Melhor não arriscar contato com o Lobão. Seria ruim para mim e para o socialisto.

8 de maio ─ Estava conversando com minha prima de Belo Horizonte e ela me deu um toque legal. Não posso usar aquela meia-manga nos blazers. Deixa meu braço mais curto, péssimo! Acho que vou pedir para a Helena Chagas convocar uma conferência de moda aqui no Palácio. A gente diz que é para estimular a indústria da moda, combater a crise. Quero convidar a Glorinha, a Constança e a Lilian Pacce. Como quem não quer nada, peço uns palpites.

9 de maio ─ Gleisinha me apresentou a esse negócio de nail art. Trouxe uma moça aqui em casa para pintar estrelinhas do PT nas minhas unhas. Ficou uma graça.

Durou pouco. Levei um passa-fora de mamãe, que já veio com a acetona e me obrigou a apagar tudo. “Isso é coisa de adolescente deslumbrada!”, parecia até uma gralha. Como faço para me emancipar?

10 de maio ─ Adoro essas cozinhas contemporâneas que ficam integradas à sala. Mas aqui no Palácio é tudo antiquérrimo. Mamãe preparou a galinhada para o pessoal da Comissão da Verdade e ficou isolada na cozinha. Mandei a Gleisi pesquisar se tem que abrir licitação para contratar um decorador.

11 de maio ─ Assisti um pirata inteiro de Homeland. Bárbaro! Ficamos eu e o Patriota até tarde vendo a série. Ele achou tudo muito verossímil!

12 de maio ─ Por falar em assistir: o que é esse Lacombe da Globo? Respondo: uma via real do pecado. Ontem ele apareceu fazendo ginástica. Parecia um replicante sensual de Blade Runner. Apesar de serem sete e meia da manhã, senti um calor que nem sei. Se não me apoio, caio no chão.

13 de maio ─ Brasil Carinhoso. Eu <3 João Santana.

14 de maio ─ Sarney disse que tem a receita para a crise europeia. Quer encontrar a Merkel e o socialisto para apresentar o Plano Cruzado. Aguento?

15 de maio ─ Quem esses prefeitinhos pensam que são para vaiar Dilminha? Dá vontade de torrar todos esses royalties na H. Stern. Só de birra.

Meti o dedo na cara do Paulo Ziulkoski e soltei: “Meu querido, tenho popularidade de 64% e sou a segunda mãe mais poderosa do mundo. Comporte-se direito ou vai ficar sem sobremesa!”

Nota: Bem que o João Santana vive dizendo para eu não falar de improviso.

16 de maio ─ Passou um filme na minha cabeça durante a posse da Comissão da Verdade. Tô virando manteiga derretida.

Fiz um chá dançante para os ex-presidentes lá em casa só com músicas do Geraldo Vandré. O Sarney queria tocar Mercedes, mas eu disse que a noite era da MPB. Essa coisa de congraçamento é muito bonita. Senti uma paz boa por dentro. Pensei até em pedir que todos se dessem as mãos para cantarmos aquela canção tão bonita baseada na oração de são Francisco, mas me segurei em respeito ao Fernando Henrique, que é ateu.

O Lula não parou de falar um segundo e ainda trouxe uma quentinha. Passei um pito nele. Em festa que tem caviar não se leva sanduíche.

E nem cigarros aromáticos, viu FHC?

17 de maio ─ Ainda bem que a ideia dessa CPI não foi minha. Quem pariu Mateus que o embale! O Vaccarezza precisava fazer aquilo? Bilhetinho para o Serginho, cheio de mumumu e mimimi? Para o Serginho fica aquela frase de Casablanca: sempre haverá Paris…

18 de maio ─ “Hoje você é quem manda, falou tá falado, não tem discussão.” Acordei com essa música na cabeça. Impressionante como uma letra pode mudar de sentido com o passar dos anos. Nunca imaginei que cairia feito uma luva para mim.

19 de maio ─ Menina, fiquei impressionada com esse IPO do Facebook. Mamãe, que continua enforcada no cheque especial, conseguiu comprar sete ações. Amém.

20 de maio ─ Essa Xuxa, sinceramente. Liguei para a Ideli na hora para a gente comentar a entrevista. Não sei, não… Aquele negócio de ter filho com o Michael Jackson. Alguém acredita? Parece aquela história de nunca antes neste país…

Ainda bem que o Lacombe apareceu depois para comentar a rodada.

22 de maio ─ Será que o Sérgio Cabral vem para a Rio+20?

23 de maio ─ Ai, meu Jesus Cristinho! As ações do Facebook caíram 18%. Mamãe está desconsolada porque tomou dinheiro emprestado para comprar as sete ações dela. Já disse: vai ter de vender a furadeira Black&Decker com 500 watts de potência que ela arrematou ontem de madrugada na promoção do Bottini.

24 de maio ─ Paula me deu um box com a primeira temporada de Smash. Disse para eu me inspirar nos looks da Anjelica Huston. Comprei um guia de viagens para mamãe. Vamos ver se ela se manca.

25 de maio ─ O Fernandinho até melhorou depois que o Kamura cortou o cabelo dele. Esse japonês é um artista! Vamos ver agora a repercussão. Tá fraco de voto o menino!

26 de maio ─ Engordei 2 quilos. Essa briga com a balança me estressa. Vou fazer aquela dieta de cortar todos os carboidratos. Descobri um site inglês que é o máximo! Você manda seus dados, paga uma merreca e eles indicam a dieta. Tenho uma amiga no Itamaraty que fez e perdeu 5 quilos. Quem me dera…

Augusto Nunes-Veja

terça-feira, 12 de junho de 2012

Miriam Lacerda será candidata a Prefeitura de Caruaru-PE



A oposição confirmou para o dia 30 a convenção do DEM que homologará a candidatura de Miriam Lacerda à Prefeitura do município de Caruaru.

Benone Leão

Comissão de Ética abre processo contra Pimentel por uso de avião


   
A Comissão de Ética da Presidência decidiu nesta segunda-feira (11) abrir procedimento para investigar a viagem do ministro Fernando Pimentel em avião fretado pelo empresário João Dória Jr, presidente do Lide (Grupo de Líderes Empresariais).

Em outubro de 2011, Pimentel estava na Bulgária, em comitiva presidencial, antes de embarcar para Roma, onde palestrou em evento do grupo.

A viagem do ministro à Europa começou em 1º de outubro de 2011, quando ele chegou à Bulgária na comitiva da presidente Dilma Rousseff. Cinco dias depois, foi para Roma no avião fretado e, no dia 7, palestrou em seminário do Lide (Grupo de Líderes Empresariais), de Dória Jr. No dia 8, pegou voo comercial, custeado pela União, para voltar ao Brasil. O caso foi revelado pelo site "Terra Magazine".

Pela semana de trabalho na Europa, o ministro recebeu R$ 5.593 em diárias para despesas de hospedagem e alimentação.

Em maio, a Folha apurou que o Pimentel omitiu ter pego carona em avião fretado pelo empresário. Relatório público de despesas disponível no site do ministério afirma que o trajeto de Sofia (Bulgária) a Roma foi feito em "veículo oficial", e não em avião privado.

O documento contraria a versão do ministro, que diz ter consultado a Comissão de Ética Pública da Presidência antes de aceitar a carona. O uso do avião fretado também não constou da agenda pública de Pimentel.

Segundo o Código de Conduta da Alta Administração Federal, ele poderia participar de seminários com remuneração e transporte pagos pelos organizadores, mas teria de tornar pública essa informação, o que não ocorreu.

O ministro e o empresário afirmam que a palestra foi gratuita. Eles dizem que Pimentel pegou carona porque não teria tempo hábil de, em avião de carreira, chegar a Roma para o evento.

KELLY MATOS-Folha

Comissão abre processo contra ex-ministro por caso das lanchas


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A Comissão de Ética Pública da Presidência da República também decidiu nesta segunda-feira (11) abrir procedimento para investigar a conduta do ex-ministro da Pesca Altemir Gregolin sobre a compra de 28 lanchas, no valor R$ 31 milhões, para o Ministério da Pesca.

No mês passado, os conselheiros decidiriam arquivar o processo contra a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, sobre o mesmo tema por falta de provas.

"Como foi arquivada a denúncia contra a ministra Ideli Salvatti, porque se configurou que os contratos foram feito anteriormente, sentimos no dever de abrir esse procedimento para apurar a conduta do ex-ministro", disse o presidente da comissão, Sepúlveda Pertence.

A empresa beneficiada com a venda de lanchas afirma que recebeu de um diretor do ministério pedido de uma doação de R$ 150 mil para o Comitê Financeiro do PT de Santa Catarina.

KELLY MATOS-Folha

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Militares precisam de 'equipamentos de qualidade', diz Dilma


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A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira (11) que as Forças Armadas precisam de "equipamentos de qualidade" e pessoal "adequadamente preparado e motivado".

Em cerimônia alusiva ao 147º aniversário da Batalha Naval do Riachuelo --"Data Magna da Marinha"--, a presidente disse que os esforços de reaparelhamento da Marinha são uma "exigência estratégica".

"Sabemos que nosso papel na preservação da paz depende da capacidade dissuasória do Brasil. A atuação das Forças Armadas neste processo [...] requer equipamentos de qualidade, prontos a serem utilizados, e pessoal adequadamente preparado e motivado. Diante dessa realidade, os esforços de reaparelhamento da Marinha são uma exigência estratégica", afirmou a presidente na mensagem lida na cerimônia.

Dilma Rousseff disse ainda que o avanço do Programa de Desenvolvimento de Submarinos vai resultar na construção do "almejado submarino com propulsão nuclear" e que os investimentos destinados a novos navios-patrulha vão propiciar "o aumento da presença do Estado nas águas jurisdicionais, onde se situa a maior parte das reservas de petróleo e gás".

KELLY MATOS-Folha


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ZÉ DIRCEU, NA MAIOR CARA DE PAU, QUER ESTUDANTES PRESSIONANDO STF NAS RUAS


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Um dos 38 réus do mensalão, o ex-ministro da Casa Civil Zé Dirceu convocou os estudantes a saírem às ruas para defendê-lo durante o julgamento do processo pelo Supremo Tribunal Federal (STF), previsto para iniciar no dia 1º de agosto.

Zé Dirceu participou no sábado (9) à tarde do 16º Congresso Nacional da União da Juventude Socialista (UJS), ligada ao PCdoB, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Segundo ele, a partir de agora será “a batalha final”.

“Todos sabem que este julgamento é uma batalha política. E essa batalha deve ser travada nas ruas também porque senão a gente só vai ouvir uma voz, a voz pedindo a condenação, mesmo sem provas. É a voz do monopólio da mídia. Eu preciso do apoio de vocês”, disse o petista, acusado de ser o mentor e comandante do esquema do mensalão.

Mais de mil estudantes estavam no evento, realizado no auditório da Uerj.

Ao lado do ex-ministro do Esporte Orlando Silva, demitido pela presidente Dilma Rousseff após suspeitas de corrupção na pasta, Zé Dirceu disse para os jovens ficarem “vigilantes”:

“Não podemos deixar que este processo (do mensalão) se transforme no julgamento da nossa geração. Por isso, peço a vocês, hoje aqui, fiquem vigilantes. Não permitam julgamento político. Não permitam julgamentos fora dos autos (do processo). A única coisa que nós pedimos é o julgamento nos autos e que a Justiça cumpra o seu papel”.

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Lula é 'ex-presidente decadente', diz senador Álvaro Dias



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O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) disse na manhã deste domingo (10), no Rio, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é "decadente" e criticou a suposta tentativa do petista de interferir no julgamento do mensalão pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

O tucano criticou também o ex-ministro José Dirceu. O petista, em encontro da UJS (União da Juventude Socialista) ontem, pediu que a juventude proteste nas ruas pedindo a absolvição dos acusados no processo do mensalão, grupo do qual faz parte o ex-ministro da Casa Civil do governo Lula.


"O Supremo Tribunal Federal não será derrubado. Durante a ditadura, cassaram mandatos, fecharam o Congresso, mas não derrotaram o Supremo. Não é agora que um ex-presidente decadente irá derrotar o Supremo Tribunal Federal, que haverá de realizar um julgamento sério, rigoroso, para colocar na cadeia aqueles que lá devem estar. E não pelas ruas do país pedindo o apoio da nossa juventude", disse o senador.

Durante encontro dos estudantes ontem no Rio, segundo o jornal "O Globo", Dirceu chamou o julgamento de "a batalha final" e criticou também a imprensa.

"Todos sabem que este julgamento é uma batalha política. E essa batalha deve ser travada nas ruas também porque senão a gente só vai ouvir uma voz, a voz pedindo a condenação, mesmo sem provas. É a voz do monopólio da mídia. Eu preciso do apoio de vocês", disse ele, segundo "O Globo".

Para Dias, "os estudantes têm que ir para as ruas em defesa do Brasil e não dos mensaleiros".

ITALO NOGUEIRA - Folha

Reajuste de soldos das Forças Armadas ficará para 2013, informa Defesa




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O reajuste dos soldos dos militares das Forças Armadas, esperado para ser concedido em julho, vai ficar para o ano que vem. A informação é do chefe de gabinete do Ministério da Defesa, Ari Machado. Ele confirmou, em agenda interna da pasta, a existência de estudos no Ministério do Planejamento sobre o reajuste, mas disse que a comissão da Defesa que os acompanha já descarta a possibilidade de eles serem concluídos de modo a garantir o aumento este ano.

Machado deu as informações em audiência com dirigentes das associações dos Militares da Reserva Remunerada, Reformados e Pensionistas das Forças Armadas (Amarp-DF) e de Praças das Forças Armadas (Aprafa). Procurado pelo DIA, o Ministério da Defesa confirma a existência de estudos, mas diz não ter previsão de data para entrada em vigor do aumento e nem o índice.

Com isso, não descarta nem confirma que o aumento será concedido em 2013. “Falamos com o chefe de gabinete durante 25 minutos sobre a situação dos nossos soldos, muito aquém dos demais servidores federais e até mesmo dos policiais militares do Distrito Federal”, contou o presidente da Amarp-DF.

MARCO AURELIO REIS - O Dia




quarta-feira, 6 de junho de 2012

Hoje é o Dia Nacional do Teste do Pezinho


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Este dia 6 de junho pode passar despercebido para muita gente. Mas certamente 3.731 pessoas espalhadas pelo território de Minas Gerais irão se lembrar do Dia Nacional do Teste do Pezinho, exame que possibilita o diagnóstico precoce de hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, doença falciforme e fibrose cística. Em todo o estado, os portadores dessas doenças são acompanhados pelo Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico da Faculdade de Medicina da UFMG (Nupad). Graças ao diagnóstico prematuro, os sintomas podem ser amenizados e muitos dos mais de 3 mil pacientes levam uma vida normal.

Teste do pezinho é o apelido dado ao exame de triagem neonatal, justamente porque consiste na coleta de uma gota de sangue do calcanhar do neném. Este procedimento é realizado nas unidades de saúde de cada município, sempre no quinto dia de vida da criança, quando também são feitas a pesagem, medição e aplicação da vacina BCG. O Dia Nacional do Teste do Pezinho foi instituído pelo Governo Federal e é comemorado desde 2008. A data busca reforçar a necessidade do exame para todos os recém-nascidos e estimular a conscientização da população brasileira para a importância do diagnóstico precoce e do trabalho de acompanhamento dos bebês enfermos.
Marcos Borato Viana, professor da Faculdade de Medicina e coordenador acadêmico do Nupad, explica que o hipotireoidismo congênito e a fenilcetonúria, na ausência do tratamento, têm como consequência o retardo mental. A fibrose cística, por sua vez, causa danos ao pulmão e pode levar à morte por insuficiência antes dos 10 anos. Já a doença falciforme, se o início do tratamento for tardio, também tem consequências sérias. Daí a importância do diagnóstico precoce. “O Nupad atende a todos os municípios de Minas Gerais e é responsável por analisar o sangue coletado na triagem neonatal. São cerca de 23 mil bebês por mês”, ressalta Marcos Borato. O resultado laboratorial sai em dois dias.

Qualidade e pioneirismo

                           

De acordo com Marcos Borato, o Nupad utiliza as técnicas mais recomendadas sob o ponto de vista da literatura científica moderna e realiza o melhor tipo
de exame possível. “É o segundo maior programa do mundo, atrás apenas de um estado americano, mas ambos se equiparam em termos de qualidade”, diz o professor, ressaltando a importância de não apenas diagnosticar, mas também de acompanhar o tratamento dos pacientes.

Marcos Borato explica que após a primeira análise laboratorial, caso exista suspeita de doença, o exame deve ser repetido. O segundo teste é agendado pelo próprio Nupad e realizado por seus parceiros. “No caso da anemia falciforme, quem atende é a Hemominas. No Hospital das Clínicas são atendidos os casos suspeitos de hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria e fibrose cística, em seus ambulatórios específicos.”, indica.
O Ministério da Saúde implantou o Programa Nacional de Triagem Neonatal em 2001, mas já em 1993 o Nupad realizava exames de hipotireoidismo congênito e fenilcetonúria, o que garantiu o pioneirismo de Minas Gerais. Cinco anos mais tarde, incluiu o diagnóstico de doença falciforme, vinculado à Secretaria de Saúde do Estado. Quando surgiu o programa do Ministério da Saúde, passou a ser financiado por recursos federais.

 Fernanda Campos-medicina.ufmg

Os riscos de falar demais no trabalho


Regra básica para ter uma carreira promissora? Comunique-se bem. Sim, isso mesmo. Independente do cargo ou setor de atuação, saber se expressar de uma maneira objetiva e clara é essencial para emplacar ideias, convencer clientes e, principalmente, liderar.

Mas, atenção, comunicar-se bem não é sinônimo de falar demais. E é exatamente nesta confusão de conceitos que estão alguns dos mais sérios pecados corporativos de muita gente por aí. Seja por um traço de personalidade ou por pura falta de senso, muitos profissionais dão corda demais para a mania de ser prolixo e, acabam, colocando a própria carreira em risco.

Talita Abrantes-Exame

Profissionais que usam as redes sociais são mais promovidos, segundo estudo


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Redes sociais são vistas como vilãs que roubam tempo por muita gente. Um estudo feito pelo Google, porém, chega para questionar esse mito. Segundo dados levantados na Europa, usar site como Facebook, Twitter, LinkedIn e Google+ pode determinar o crescimento na sua carreira.

De acordo com o levantamento, 86% dos entrevistados que eram usuários frequentes dessas redes haviam sido promovidos recentemente. Entre os que raramente usavam essas mídias, apenas 61% tiveram uma promoção no trabalho.

Subir na hierarquia, contudo, não é a única vantagem de quem usa redes sociais. Os usuários deste tipo de site são mais otimistas com relação ao seu trabalho (72% dizem que provavelmente serão promovidos, mas apenas 39% dos que não são usuários das redes sociais pensam da mesma maneira) e são mais felizes profissionalmente. Segundo os dados do Google, 38% dos entrevistados que acessam redes sociais para o trabalho se dizem muito satisfeitos com o emprego – contra 18% dos não usuários. Eles também têm mais chances de recomendar seu ambiente de trabalho para amigos: são 64% contra 42%.

Amanda Previdelli-Exame

Os profissionais mais escassos no Brasil e no mundo


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O descompasso entre demanda e oferta de profissionais qualificados não está tirando o sono apenas dos recrutadores brasileiros. Em todo globo, 34% das companhias admitem que estão tendo problemas para preencher vagas, segundo levantamento do Manpower Group.

Mas não há motivos para comemorar. O Brasil é o segundo país que mais sofre com a escassez de profissionais qualificados. Aqui, 71% das empresas estão padecendo com este problema. No Japão, primeiro colocado na lista, a questão afeta 81% dos empregadores.

E, surpresa, no Brasil, os engenheiros não são os mais difíceis de encontrar. Eles perdem para os profissionais super especializados de nível técnico e trabalhadores de serviços manuais, como eletricista, carpinteiro e encanador, por exemplo.

Nas Américas, os engenheiros ainda são os principais moscas brancas (ou aquele tipo profissional que de tão especializado (e demandado) raramente está disponível no mercado). No mundo, eles estão na segunda posição entre os profissionais mais raros. Motivo? O ensino básico de muitos países ainda deixa a desejar nos currículos da área de exatas.

Talita Abrantes-Exame

Tecnologia afetará bancos como afetou gravadoras


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O pesquisador da Universidade Federal de Pernambuco, Silvio Meira, defendeu, em palestra na noite de ontem, que o setor financeiro pode ser tão impactado em suas receitas no futuro como foram as gravadoras no final dos anos 90.

De acordo com o acadêmico, muitas pesquisas indicam que o fácil acesso à música digital foi o elemento mais determinante para a queda nas vendas de CDs em todo o mundo. Em sua visão, a disseminação de ferramentas de pagamentos eletrônicos que não cobram taxas de clientes e lojistas poderá excluir os bancos de boa parte das transações feitas pelos consumidores. taxas nas operações, ao contrário do que ocorre com sistemas oferecidos por bancos e operadoras de cartão de crédito.

O Simple, diz Meira, tende a ser mais sedutor para o usuário pois, além de mais econômico, oferece características como controle de gastos e emite avisos quando o usuário extrapola suas metas individuais de economia.

Outro exemplo citado por Meira é o software Klarna, sistem que gera boletos digitais para pagamentos. O Klarna já tem 4 mil clientes e dispensa inteiramente bancos e cartões de débito ou crédito, além de não cobrar tarifa nas transações. Outro app citado por Meira foi o serviço Dwolla, que permite transações de até US$10 via Facebook, Twitter ou e-mail sem nenhuma cobrança adicional. Este serviço conta com 100 mil clientes.

Chistian Costa-Info

Senado aprova projeto que moderniza Lei de Lavagem de Dinheiro


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O Senado votou hoje (5) projeto de lei que moderniza a Lei de Lavagem de Dinheiro. O substitutivo da Câmara dos Deputados foi aprovado por unanimidade pelos senadores presentes.

O texto aprovado considera a possibilidade de lavagem de dinheiro para qualquer recurso oriundo de atividade ilícita. Atualmente, a lavagem só é prevista em casos específicos como tráfico de drogas e contrabando. Além disso, pelo projeto, o réu não precisa mais ser condenado pelo crime que originou o recurso ilícito para que o Judiciário possa acolher a denúncia de lavagem de dinheiro.

Para evitar a deterioração dos bens resultantes de lavagem de dinheiro, o texto aprovado prevê também que eles possam ir a leilão rapidamente, evitando prejuízos ao Erário público. O dinheiro resultante da venda desses bens, no entanto, fica em uma conta vinculada e pode ser devolvido ao réu caso ele seja absolvido.

A futura lei também modifica o tratamento destinado aos chamados laranjas. Pelo texto, os bens deles também podem ser confiscados, caso o Judiciário entenda que há indícios suficientes de que são frutos de lavagens de dinheiro. A regra vale para parentes e demais pessoas envolvidas com os réus.

O projeto foi originado no Senado e substituído na Câmara dos Deputados. Agora, aprovada pela casa revisora, a matéria segue para sanção presidencial para virar lei. A presidenta Dilma Rousseff tem até 15 dias úteis para vetar ou sancionar o texto.

Mariana Jungmann-Agência Brasil

terça-feira, 29 de maio de 2012

NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DESS........


Reynaldo-BH reconstitui a reunião que pariu a nota concebida para assassinar a verdade

REYNALDO ROCHA
Resumo de reunião dos assessores de Lula. Marqueteiros, advogados e jornalistas chapa-branca. O próprio não está presente. Discute-se como formular uma resposta à imprensa sobre os fatos envolvendo o ex-presidente e o Ministro Gilmar Mendes.
Ambiente tenso. Televisores ligadas nos canais noticiosos. Tablets e computadores em permanente pesquisa nos blogs de colunistas e dos jornais e revistas. Lula recusa-se a participar da reunião, esperando o resultado final, que virá do conselho de próceres reunido.
A primeira questão é colocada em discussão. Lula deve dar uma entrevista? Se sim, a qual veículo de comunicação? Com qual teor?
A decisão é unânime. Lula tem que permanecer calado. Alguém, para ter certeza da decisão tomada, resolve consultar Lula por telefone. E sugere ─ como teste ─ o pronunciamento esclarecedor. Ouve um palavrão como resposta. Todos já sabem que Lula não falará.
A tensão cresce. As análises de jornalistas isentos e imparciais (os tais da dita grande imprensa) são demolidoras. Vão da revolta à vergonha. A esgotofesra não consegue conter a enxurrada de indignação. Estão, todos, sem argumentos. Esperam alguma orientação ─ como bons blogueiros de aluguel ─ para saber o que escrever.
Chegam a um acordo. Uma nota oficial.
Um ex-ministro da Justiça, atarefado com a defesa de bicheiros e bandidos do mesmo quilate, adverte para o risco de Lula declarar algo que possa ser desmentido posteriormente, até mesmo na esfera judicial.
Novo impasse. O homem não irá falar. E não dá para assinar uma nota oficial. Volta-se à estaca zero. Enfim aparece a solução! A nota será assinada pelo Instituto Lula. Pessoa jurídica que não mente por absoluta incapacidade (factual e legal) para tanto: empresas nunca mentem, só seus dirigentes. Se der problema, será coisa do administrador do Instituto. Que não é Lula.
Resolvido o detalhe da assinatura da nota (mais ou menos) oficial, passa-se ao texto.
O PARTO DO MONSTRENGO 
A tensão está no limite. Todos têm na cabeça a mesma pergunta que ninguém tem coragem de expressar: alguém vai acreditar? Pior que todos sabem a resposta.

Depois de dez rascunhos e centenas de hesitações, a nota finalmente encontra um início.
“Sobre a reportagem da revista ‘Veja’ publicada nesse final de semana, que apresenta uma versão atribuída ao ministro do STF Gilmar Mendes sobre um encontro com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 26 de abril, no escritório e na presença do ex-ministro Nelson Jobim, informamos o seguinte:”
Alguém lembra que Nelson Jobim, o estuprador de Constituições, já havia dito que não esteve presente em todos os momentos da conversa. Assim, a nota começa com o desmentido do desmentido. Ninguém se entende na sala. Afinal, o que seria melhor? Obrigar Jobim a desmentir o que disse ─ agora afirmando ter presenciado toda a conversa, o que era a única verdade ─ ou insistir na tese da ausência nos momentos cruciais da negociação/chantagem? Acabam decidindo que, se alguém ficar com a pecha de mentiroso, melhor que seja Jobim. Ele haveria de entender.
Mas como qualificar o fato? Reunião? Audiência? Conversa? Mais discussões. Melhor “encontro”, palavra suficientemente vaga para ser aplicada ao enlace do casal de amantes num motel ou à festa de fim de ano das ex-alunas do Colégio Sion.
Restam os fatos. Como tocar no assunto? Já estão todos de acordo quanto à citação expressa da revista VEJA. Lula não admitiria deixá-la de fora. Como foi citada (pior, foi ela quem divulgou a matéria),  então os fatos teriam de ser rebatizados de …versão! Suspiro de alívio. O monstrengo está tomando forma. Um mais esclarecido lembrou-se: versão do jornalista? Desta vez não dava para culpar o Policarpo. Versão do Cachoeira? De novo, problemas à vista. Ainda está preso. Versão da direita raivosa? Embora esteja sempre por trás de tudo, ela não compareceu ao “encontro”. A versão teria que ser do ministro!
Nova rodada de água com Lexotan. É suspensa a distribuição de cafés e chás de qualquer espécie. O homem é um ministro do Supremo! Solução: a versão é da revista VEJA, que a atribuiu ao ministro.
Mas a revista não afirmou que o ministro havia confirmado o teor do “encontro”?, pergunta alguém, imediatamente expulso do recinto para aprender a não tumultuar os trabalhos com meros detalhes. Não há tempo a perder com miudezas. Gilmar Mendes, afinal, há de entender o momento delicado urdido pelas oposições com vistas a derrubar Lula…derrubar Dilma … derrubar os avanços do governo mais popular da história deste país!
O ARGUMENTO QUE FALTAVA
Continua a confecção da nota quase oficial.

“1. No dia 26 de abril, o ex-presidente Lula visitou o ex-ministro Nelson Jobim em seu escritório, onde também se encontrava o ministro Gilmar Mendes. A reunião existiu, mas a versão da Veja sobre o teor da conversa é inverídica. ‘Meu sentimento é de indignação’, disse o ex-presidente, sobre a reportagem.”
Este trecho ─ todos concordam ─ é o cerne da nota oficiosa. A resposta. A porrada nas acusações mentirosas. O argumento que faltava aos blogs progressistas. Portanto, é necessário cuidado! Discute-se de início se seria razoável admitir que houvera (ou não) o “encontro”. Não dá para negar. Motoristas, ascensoristas, copeiros e serviçais (essa gente que gosta de aparecer em CPI’S) acabariam confirmando a presença de Lula e Gilmar no escritório de Jobim. A discussão esquenta. O “encontro” virou reunião.
Já que a reunião (o revisor será demitido amanhã pela manhã!) aconteceu, restam as alternativas de sempre. Lula não sabia! O problema é que desta vez não há o que “não saber”. Não sabia que não podia tentar corromper um ministro? Ou intimidar um juiz? Ou, ainda, chantagear um dos julgadores do mensalão? Não, definitivamente não é caso para outro “não sabia”.
Desta feita, o argumento sempre disponível não cabe. O pânico se espalha entre os escribas de aluguel. Algum gênio da linhagen frankliniana sugere a alternativa já largamente utilizada: “é algo que todo mundo faz”. Não, não é. Uma pesquisa no Google informa que não existe um único episódio na história do Brasil que possa sustentar o argumento do “sou, mas quem não é?” Nada. Desta vez – todos os arquitetos do lulopetismo admitem constrangidos – Lula foi longe demais. Inovou perigosamente.
Resta desmentir. Peremptoriamente. De modo cabal. Mas ─ alerta outro marqueteiro presente ─ não seria perigoso desmentir um ministro do Supremo Tribunal Federal?
Nova pausa para consultas e avaliações. Consulta-se o advogado ─ que interrompe de novo o esforço para livrar da cadeia o cliente de R$ 15.00.000,00 ─ em busca de (mais) uma saída. Até por ser caro e estar habituado a clientes com perfil de bandidos, o advogado alerta: não dá. É arriscado demais acusar de mentiroso ─ ou criminoso ─ um juiz do STF.
Então a coisa ficará assim, sem desmentido? Isso jamais! A versão passa a ser da revista VEJA. Não do ministro (ok, ok, vamos esquecer que o ministro, na mesma entrevista, confirmou o teor da reunião). Caso surjam problemas, Lula nunca disse que o ministro mentiu. A desmentida foi a revista, que publicou uma versão.
Em frente! Liberado o cigarro na sala. Alguém pergunta se a “porra da cachaça do Lula” ainda está na gaveta debaixo da escrivaninha.
Pronto! Dada a resposta. O resto será completado com declarações de princípios, uma das quais reafirmará que nunca antes neste país um presidente teve em tão alta conta o Poder Judiciário.
Por telefone, Lula ouve a leitura da nota oficiosa. Outro esporro. Quer dizer que o grupo reunido por mais de 6 horas não preparou sequer um discurso de “autoria” do chefe?
Voltam todos para o término da missão. Há que se colocar, na nota, uma declaração definitiva do próprio Lula. Mais 2 horas de intensas elucubrações sobre o momento doloroso que Lula enfrentava, frente à “versão da VEJA” sobre o “encontro”.
COMEMORAÇÃO PRECIPITADA
O resultado do esforço coletivo finalmente aparece: “Estou indignado!”. A declaração mais sucinta da história política do planeta. O poder de síntese levado ao extremo! O gênio da raça em seu momento mais glorioso. O bichinho palanqueiro resumindo numa frase outro episódio de mau-caratismo explícito de opositores.

E basta! Mais um é convidado a retirar-se da sala por ter proferido a inconveniência: “Gente, quem fica indignado se indigna com algo! Com que ou com quem Lula está indignado? Com Gilmar? Jobim? Com a VEJA? Com a vida? Com Obama?”
“2. Luiz Inácio Lula da Silva jamais interferiu ou tentou interferir nas decisões do Supremo ou da Procuradoria-Geral da República em relação a ação penal do chamado mensalão, ou a qualquer outro assunto da alçada do Judiciário ou do Ministério Público, nos oito anos em que foi presidente da República.”
“Ação penal do chamado mensalão”? Como assim? O correto não seria “ação penal derivada da FARSA do mensalão!”. A besta do revisor deixou passar….Como prudência e caldo de galinha nunca fazem mal, melhor limitar o prazo aos OITO anos de presidência. Depois, bem , depois destes anos a nota não tem nada a dizer.
“3. “O procurador Antonio Fernando de Souza apresentou a denúncia do chamado Mensalão ao STF e depois disso foi reconduzido ao cargo. Eu indiquei oito ministros do Supremo e nenhum deles pode registrar qualquer pressão ou injunção minha em favor de quem quer que seja”, afirmou Lula.”
Lula fica possesso ao saber que a nota já fora enviada aos jornais com a referência ao procurador Antonio Fernando. Quem foi o desavisado que esqueceu de lembrar a FARSA criada pelo ex-procurador? Parece até que Lula concorda com a denúncia! Tem motivos para comentar o escorregão com voz alterada.
“4. A autonomia e independência do Judiciário e do Ministério Público sempre foram rigorosamente respeitadas nos seus dois mandatos. O comportamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o mesmo, agora que não ocupa nenhum cargo público.”
Mais um deslize que só depois da publicação da nota oficiosa foi notado: a acusação de agir FORA da Presidência como agiu quando a exercia.
Fim da reunião. Todos respiram aliviados. O texto já está em circulação. Comemora-se mais uma crise vencida. A verdade oficial está apresentada. Lula não se expôs a nenhum processo. Nem precisou assinar a nota. Os participantes da reunião se preparam para a retirada quando Gilmar Mendes aparece na TV para reafirmar o que disse. Não foi uma versão da revista; foram fatos. Não foi uma reunião; foi uma cobrança recheada de ameaças. Jobim a tudo ouviu e até tentou ajudar Lula na argumentação, usando o suspeitíssimo Protógenes, o suplente de palhaço. E ainda acrescentou detalhes.
Faz-se um profundo silêncio na sala do Instituto Lula. Até que alguém se levanta e desliga a televisão. Alguém comenta: “Amanhã vai chover…” Todos vão embora.
Pano rápido.
Ficção? Certamente…
Nenhum autor conseguiria escrever um roteiro tão cheio de erros quanto este. Pleno de dubiedades. Um texto que começa e termina sem afirmar nada. Uma peça assim teria que ter, necessariamente, uma plateia de idiotas e imbecis.
Só gente assim acreditaria na verossimilhança do teatro de horrores, onde a ignorância faz par com a ofensa. Ignorância do autor que ofende a inteligência dos espectadores.
Melhor devolver o valor do ingresso.
Coluna do Augusto Nunes - Veja