sábado, 14 de julho de 2012

Juiz eleitoral de São José do Egito decide pôr ordem na campanha eleitoral


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O juiz eleitoral de São José do Egito, Célio de Sá e o promotor Francisco Júnior reuniram-se no fórum local com os representantes das coligações de lá e de cidades vizinhas para estabelecer as regras da campanha de rua.

Participaram da reunião representantes das coligações de São José do Egito, Tuparetama e Santa Terezinha.

Ficando estabelecido que os carros de som só deverão circular entre 8h da manhã ao meio dia e das 14h as 18 horas, alternadamente para cada coligação, de terça a domingo.

E nas segundas feiras não poderá haver, em hipótese alguma, qualquer atividade de carros, foguetório ou outra atividade.

Concorrem à prefeitura de São José do Egito o atual vice, Eclériston Ramos (PSB), apoiado pelo prefeito Evandro Valadares (PSB), o médico Romero Guimarães (PT), apoiado pelo ex-deputado José Marcos (PR) e o odontólogo Benone Leão (DEM), apoiado pelo deputado Augusto Coutinho (DEM). 

Blog de Inaldo Sampaio

São José do Egito sem as festas Universitária e dos Estudantes


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Por falta de apoio da Fundarpe, estão definhando a Festa dos Estudantes de Triunfo (54ª edição) e a Festa Universitária de São José do Egito (45ª edição). É uma pena a morte desses festivais, que foram criados pelos próprios estudantes com duas finalidades: lutar pela democracia e compartilhar com o povo da terra música, teatro, cinema e lançamento de livros.

Benone Leão

Redução na Selic!! Bancos oficiais diminuem seus juros?? - E não pagam dívidas trabalhistas



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Tão logo o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou o corte de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic), Banco do Brasil (BB) e Caixa Econômica Federal (CEF) divulgaram ajustes também em algumas linhas de crédito para pessoas físicas e jurídicas.
O BB informou que a partir da próxima segunda-feira (16) as taxas do BB Crédito Benefício vão cair para um intervalo entre 2,21% a 3,79% ao mês e as do BB Crediário Material de Construção ficarão entre 1,53% e 1,98%. O capital de giro para as empresas ficará entre 1,56% e 1,59%.
A Caixa vai diminuir também os seus juros, na segunda-feira, para financiamento de veículos usados no intervalo de 0,75% a 1,63% ao mês, dependendo do prazo de financiamento e ano de fabricação. Para carros novos, a taxa máxima vai cair para 1,36%.
Dentre outras modalidades, a Caixa anuncia ainda a baixa de juros para as linhas de capital de giro para micro e pequenas empresas, com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO). As taxas cobradas atualmente, entre 1,27% e 2,05% ao mês, serão reduzidas para níveis entre 1,17% e 1,71%.
Stênio Ribeiro -Agência Brasil


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Mas que vantagem!!!!!
Juros caem a 8% na SELIC; e 
Do bolso do cidadão os bancos tiram a barriga da miséria???????????????


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OS DEVEDORES DA JUSTIÇA TRABALHISTA: Banco do Brasil (BB) e a Caixa Econômica Federal aparecem no topo do ranking de empresas com maior número de processos trabalhistas. Elas figuram com destaque na lista inédita divulgada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) com cem empresas já condenadas pela Justiça a pagar indenização por violar direitos dos empregados. O BB ficou em segundo lugar, com 2.472 processos, e a Caixa em quarto, com 2.117. QUE COISA FEIA, HEIN!?


idadecerta

Votação da LDO é mais uma vez adiada


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Por falta de acordo na liberação de emendas para os partidos da oposição, foi adiada mais uma vez a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) pelo plenário do Congresso Nacional. O relatório final, apresentado pelo senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), ainda tem que ser votado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO), mas os partidos de oposição conseguiram obstruir a reunião do colegiado e forçar o encerramento dos trabalhos por falta de quórum.
Sem votar a LDO, o Congresso não pode entrar em recesso, previsto para começar no dia 18. Como o quórum costuma ser baixo nas segundas-feiras, uma nova tentativa de votação da LDO só deve ocorrer a partir de terça (17).
Durante todo o dia, os líderes da base aliada e da oposição negociaram para tentar viabilizar um acordo, o que acabou não ocorrendo. Os partidos de oposição adotaram a postura de obstruir os trabalhos sob o argumento de que o governo está usando as emendas parlamentares como “instrumento eleitoral”.
“Nós não solicitamos nada, não propusemos nada. Quem propôs [a liberação de emenda] foi o governo, e quem não cumpriu foi o governo. Agora o que estamos levantando, é um ponto que tenho colocado em todos os meus pronunciamentos, que o governo está usando o Orçamento e o PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] como ferramentas de campanha eleitoral”, disse o vice-líder do DEM, deputado Ronaldo Caiado.
A oposição cobra o cumprimento de um acordo proposto pelo governo que, segundo os próprios partidos de oposição, previa a liberação de R$ 1 milhão em emenda na área da saúde e R$ 1,5 milhão de diversos outros ministérios, até a última terça-feira (10), para cada parlamentar da oposição, além da liberação dos restos a pagar até hoje.
Ivan Richard e Danilo Macedo - Agência Brasil

Consumidor deve ficar atento a reajuste de plano de saúde coletivo, alerta Idec


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O consumidor deve tomar certos cuidados ao contratar um plano de saúde coletivo. No primeiro momento, os planos coletivos aparentam ser mais vantajosos que um plano individual, por não exigir carência, mas podem acabar saindo mais caro. O alerta é do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec).
O instituto chama a atenção para o fato de que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não regula os reajustes dos planos coletivos, somente dos individuais. Para a advogada do Idec, Joana o governo também deveria intervir no mercado coletivo, que responde por cerca de 80% dos usuários de planos de saúde no país.
“Enquanto o índice de reajuste dos planos individuais,determinado pela ANS, será de até 7,93%, os planos coletivos têm reajustes livres, deixando os consumidores desamparados”, destacou a advogada, especializada em saúde suplementar.
Segundo a advogada, ao buscar um plano coletivo, o consumidor deve buscar saber os percentuais de reajustes nos últimos anos e de quanto deverá ser o próximo aumento, para não ser pego de surpresa com valores bem acima da inflação.
De acordo com a ANS, os reajustes dos planos coletivos não são regulados pela agência por tratarem-se de relações entre pessoas jurídicas (operadora e empresas, por exemplo), que têm grande poder de barganha e negociação, ao contrário do usuário individual. Além disso, segundo a agência, a modalidade coletiva não exige prazo de carência, possibilitando ao usuário migrar para outra operadora que apresentar mensalidade menor.
Outro alerta do Idec é sobre os reajustes dos planos individuais acima da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o que acarretaria, a longo prazo, um comprometimento cada vez maior da renda dos clientes. “Temos estudos mostrando que, em 30 anos, o plano de saúde vai absorver 50% da renda do usuário”, frisou a advogada do instituto.
Vladimir Platonow - Agência Brasil

Encontro internacional de especialistas pede que países aumentem investimentos em museus


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Para orientar governos a ampliar investimentos em museus, especialistas de 50 países aprovaram um documento sugerindo que a Organização das Nações Unidas (ONU) para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) publique uma resolução com recomendações específicas.  Os pesquisadores estiveram reunidos durante toda a semana na capital fluminense
Entre os itens, o presidente do Instituto Brasileiro de Museus, José do Nascimento Júnior, destaca a necessidade de mais recursos financeiros para investimentos na preservação, proteção e em iniciativas dos museus, assim como no treinamento de pessoal e no combate ao tráfico de obras de arte. Segundo ele, em épocas de crises, governos tendem a retirar recursos do setor.
"Nessas circunstâncias, sabemos que uma das primeiras áreas a sofrer restrições é a cultura. Por isso, há a necessidade de termos políticas públicas amplas", defendeu Nascimento, que esteve à frente da elaboração do documento. Para ele, a resolução, que deve ser elaborada pela Unesco em outubro, pode estimular os países-membros da ONU a criar as próprias políticas.
Na avaliação dos participantes, todos os órgãos de governo, em níveis municipais, estaduais e federal, devem ter medidas para os museus. O apoio da iniciativa privada também tem importância.
"A memória é estratégica para várias questões. Os museus são instrumentos que preservam o passado,  dialogam com o presente para garantir o futuro", destacou Nascimento.
O presidente do Ibram disse que, durante a reunião de especialistas, iniciativas brasileiras como a Política Nacional de Museus, de 2003, que instituiu editais e ações de divulgação, foram elogiadas. Porém, reconheceu que é preciso avançar no combate ao tráfico de peças, com a "maior articulação entre a Polícia Federal e a Receita Federal". Acordos com os órgãos já estão em curso.
Isabela Vieira - Agência Brasil

sábado, 30 de junho de 2012

Custo Lula


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CARLOS ALBERTO SARDENBERG
Há menos de três anos, em 17 de setembro de 2009, o então presidente Lula apresentou-se triunfante em uma entrevista ao jornal Valor Econômico. Entre outras coisas, contou, sem meias palavras, que a Petrobrás não queria construir refinarias e ainda apresentara um plano pífio de investimentos em 2008. “Convoquei o conselho” da empresa, contou Lula. Resultado: não uma, mas quatro refinarias no plano de investimentos, além de previsões fantásticas para a produção de óleo.
Em 25 de junho último, a Petrobrás informa oficialmente aos investidores que, das quatro, apenas uma refinaria, Abreu e Lima, de Pernambuco, continua no plano com data para terminar. E ainda assim, com atraso, aumento de custo e sem o dinheiro e óleo da PDVSA de Chávez. Todas as metas de produção foram reduzidas. As anteriores eras “irrealistas”, disse a presidente da companhia, Graça Foster, acrescentando que faria uma revisão de processos e métodos. Entre outros equívocos, revelou que equipamentos eram comprados antes dos projetos estarem prontos e aprovados.
Nada se disse ainda sobre os custos disso tudo para a Petrobrás. Graça Foster informou que a refinaria de Pernambuco começará a funcionar em novembro de 2014, com 14 meses de atraso em relação à meta anterior, e custará US$ 17 bilhões, três bi a mais. Na verdade, as metas agora revistas já haviam sido alteradas. O equívoco é muito maior.
Quando anunciada por Lula, a refinaria custaria US$ 4 bilhões e ficaria pronta antes de 2010. Como uma empresa como a Petrobrás pode cometer um erro de planejamento desse tamanho? A resposta é simples: a estatal não tinha projeto algum para isso, Lula decidiu, mandou fazer e a diretoria da estatal improvisou umas plantas. Anunciaram e os presidentes fizeram várias inaugurações.
O nome disso é populismo. E custo Lula. Sim, porque o resultado é um prejuízo para os acionistas da Petrobrás, do governo e do setor privado, de responsabilidade do ex-presidente e da diretoria que topou a montagem.
Tem mais na conta. Na mesma entrevista, Lula disse que mandou o Banco do Brasil comprar o Votorantim, porque este tinha uma boa carteira de financiamento de carros usados e era preciso incentivar esse setor. O BB comprou, salvou o Votorantim e engoliu prejuízo de mais de bilhão de reais, pois a inadimplência ultrapassou todos os padrões. Ou seja, um péssimo negócio, conforme muita gente alertava. Mas como o próprio Lula explicou: “Quando fui comprar 50% do Votorantim, tive que me lixar para a especulação”.
Quem escapou de prejuízo maior foi a Vale. Na mesma entrevista, Lula confirmou que estava, digamos, convencendo a Vale a investir em siderúrgicas e fábricas de latas de alumínio. Quando os jornalistas comentam que a empresa talvez não topasse esses investimentos por causa do custo, Lula argumentou que a empresa privada tem seu primeiro compromisso com o nacionalismo.
A Vale topou muita coisa vinda de Lula, inclusive a troca do presidente da companhia, mas se tivesse feito as siderúrgicas estaria quebrada ou perto disso. Idem para o alumínio, cuja produção exige muita energia elétrica, que continua a mais cara do mundo.
Ou seja, não era momento, nem havia condições de fazer refinarias e siderúrgicas. Os técnicos estavam certos. Lula estava errado. As empresas privadas foram se virando, mas as estatais se curvaram.

Ressalva: o BNDES, apesar das pressões de Brasília, não emprestou dinheiro para a PDVSA colocar na refinaria de Pernambuco. Ponto para seu corpo técnico.
Quantos outros projetos e metas do governo Lula são equivocados? As obras de transposição do rio São Francisco estão igualmente atrasadas e muito mais caras. O projeto do trem bala começou custando R$ 10 bilhões e já passa dos 35 bi.
Assim como se fez a revisão dos planos da Petrobrás, é urgente uma análise de todas as demais grandes obras. Mas há um outro ponto, político. A presidente Dilma estava no governo Lula, em posições de mando na área da Petrobrás. Graça Foster era diretoria da estatal. Não é possível imaginar que Graça Foster tenha feito essa incrível autocrítica sem autorização de Dilma.
Ora, será que as duas só tomaram consciência dos problemas agora? Ou sabiam perfeitamente dos erros então cometidos, mas tiveram que calar diante da força e do autoritarismo de Lula?
De todo modo, o custo Lula está aparecendo mais cedo do que se imaginava. Inclusive na política.

Cubramo-nos de vergonha: falou-se tanto em golpe, golpe, golpe no Paraguai, e quem acabou dando um golpe fomos nós


A reunião do Mercosul em Mendoza, Argentina: a "suspensão" do Paraguai foi
uma óbvia malandragem para permitir ao governo ditadorial de Hugo Chávez,
da Venezuela, ingressar no bloco (Foto: Reuters)

O Senado do Paraguai — imaginemos, do Paraguai, antes motivo de piada quando se falava de democracia — vinha resistindo bravamente, há seis anos, às pressões para aprovar o ingresso da Venezuela do tirano bufão Hugo Chávez no Mercosul, bloco integrado pelo próprio Paraguai e por Brasil, Argentina e Uruguai.
O Senado paraguaio, diferentemente da maneira covarde com que se houve o Congresso brasileiro, se apegou à chamada “cláusula democrática” do Mercosul, segundo o qual só podem integrar o organismo países plenamente democráticos, com eleições livres, liberdade de imprensa, liberdade de opinião, liberdade sindical, Justiça livre e independente e respeito às minorias, entre outras exigências.
Essa cláusula, justiça se faça, foi inserida nos tratados de formação do Mercosul pelos então presidente José Sarney, do Brasil, e Raúl Alfonsín, da Argentina. Com Sarney, naquele momento, a diplomacia brasileira viveu um bom momento.
Agora, estamos vivendo um péssimo e vergonhoso momento: o Brasil participou, alegremente, da manobra que “suspendeu” o Paraguai do Mercosul até as eleições presidenciais já previstas no país para abril do próximo ano. Então, com o Paraguai “suspenso” até abril, seu Senado não pode vetar nada agora em relação ao Mercosul.
Um presentão para a camarilha “bolivariana” que pressionava para que o governo ditatorial de Chávez ingressasse no mercado comum do Sul do continente: o negócio foi fechado hoje mesmo, na mesma reunião de Mendoza, na Argentina, convocada para examinar a situação no Paraguai após o impeachment do presidente Fernando Lugo.
Um golpe na democracia e na credibilidade do Mercosul
Ou seja, a “suspensão” do Paraguai constituiu uma evidente manobra calhorda para driblar o obstáculo às pretensões de Chávez, que o Senado paraguaio impedia.
O governo tresloucado e autoritário de Cristina Kirchner na Argentina foi quem primeiro vociferou que ocorrera um “golpe” no Paraguai com o impeachment de Lugo pelo Congresso. Vários outros governos sul-americanos bateram na mesma tecla — inclusive, apesar de permanecer em cima do muro e por meias palavras, o do Brasil.
Falou-se tanto em golpe, golpe, golpe – e quem assesta um golpe na democracia, agora, são justamente os que acusavam o Paraguai disso. Um golpe na democracia que mina a credibilidade que ainda poderia restar ao Mercosul.
Como publica hoje o site de VEJA, “com alta dose de hipocrisia, os governantes do grupo, que em nenhum momento mencionaram as artimanhas de Chávez para se manter no poder, afirmaram que a suspensão do Paraguai ocorreu devido ao ‘rompimento do processo democrático’ no país – como tem sido definido por países sul-americanos o impeachment sofrido pelo presidente Fernando Lugo, ocorrido estritamente dentro das regras da Constituição paraguaia.”
“[A presidente] Dilma Rousseff, por exemplo, defendeu da seguinte forma a suspensão paraguaia: ‘Nossa posição mostra a sobriedade desta região. Há 140 anos vivemos sem guerras, conflitos étnicos ou perseguições religiosas no Mercosul. Fizemos todos os nossos organismos baseados no compromisso fundamental com a democracia, e o protocolo de Ushuaia evidencia isso’. O protocolo de Ushuaia determina que os países-membros do bloco possuam governos democráticos” (justamente o que impedia o ingresso no Mercosul do truculento regime de Chávez).
Não foi por falta de prever, como publicado em post anterior.
Cubramo-nos de vergonha. Mais um vexame da diplomacia brasileira que, no governo Dilma, vinha se comportando melhor do que durante os oito anos do lulalato.
Não mais.
Ricardo Setti - Veja

Os três patetas do Mercosul usaram o golpe que não houve no Paraguai como pretexto para a execução de um golpe de verdade


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O golpe que não houve no Paraguai foi o pretexto invocado pelos parceiros vigaristas para a consumação de um golpe real. Sem a presença do único integrante do Mercosul contrário ao ingresso da Venezuela bolivariana, os governos do Brasil, da Argentina e do Uruguai concederam ao companheiro Hugo Chávez a carteirinha de sócio do clube que nunca funcionou.
Durante oito anos, o Congresso paraguaio amparou-se na cláusula que exige respeito às regras democráticas para barrar a entrada do bolívar-de-hospício. Sete dias bastaram para que a trinca de cínicos removesse a pedra no caminho de Chávez e instalasse no Cone Sul a república de araque localizada no extremo norte do subcontinente.
O impeachment de Fernando Lugo foi decretado sem que qualquer norma constitucional fosse violada. “Tenho a impressão de que foi um golpe”, hesitou Dilma Rousseff no dia do despejo do reprodutor de batina. Se também não souber direito que palavra deve usar para definir o que acaba de fazer em companhia da Argentina e do Uruguai, o neurônio solitário pode dispensar-se de dúvidas: golpe é o nome da coisa.
Formado por parceiros que vivem tentando enganar uns aos outros, o Mercosul era, até esta sexta-feira, uma inutilidade controlada por três patetas. Agora são quatro.
Augusto Nunes - Veja

Golpe no Mercosul – Dilma chuta a democracia e acolhe uma ditadura


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Os governos da Argentina, Brasil e Uruguai suspenderam mesmo o Paraguai do Mercosul e aproveitaram, eles sim, para dar um golpe cartorial e burocrático: incorporaram a Venezuela ao bloco. Ou por outra: Cristina Kirchner, Dilma Rousseff e José Mujica — aquele que quer estatizar a maconha… — fizeram rigorosamente aquilo que acusam o Senado paraguaio de ter feito: deram um golpe branco.
Por quê? Segundo as regras do Mercosul, a adesão de um novo país ao bloco tem de ser aprovada pelos respectivos Parlamentos dos países-membros. O senado paraguaio, num rasgo de lucidez, recusava a entrada do ditador Hugo Chávez com base no Protocolo de Ushuaia, que estabelece as cláusulas democráticas. Destaco algumas em vermelho. Volto em seguida:
ARTIGO 1
A plena vigência das instituições democráticas é condição essencial para o desenvolvimento dos processos de integração entre os Estados Partes do presente Protocolo.
ARTIGO 2
O presente Protocolo se aplicará às relações que decorram dos respectivos Acordos de Integração vigentes entre os Estados Partes do presente protocolo, no caso de ruptura da ordem democrática em algum deles.
ARTIGO 3
Toda ruptura da ordem democrática em um dos Estados Partes do presente Protocolo implicará a aplicação dos procedimentos previstos nos artigos seguintes.
ARTIGO 4
No caso de ruptura da ordem democrática em um Estado Parte do presente Protocolo, os demais Estados Partes promoverão as consultas pertinentes entre si e com o Estado afetado.
VolteiNão há uma só que explique a suspensão do Paraguai. Não há uma só que permita a entrada da Venezuela. No entanto, a Venezuela é agora membro do Mercosul, e o Paraguai está suspenso. Por quê? Porque, afinal de contas, o novo governo paraguaio não pertence ao mesmo “lado” em que estão Dilma Rousseff, Cristina Kirchner e José Mujica. Coube à “Loca de Buenos Aires” fazer o anúncio.
Sempre que alguém como Cristina Kirchner fala em nome da democracia, o dita-cuja está, obviamente, em perigo. A presidente da Argentina tem motivos para tentar recompensar Hugo Chávez. No dia 24 de setembro de 2008 (eu e minha memória…), o empresário venezuelano Guido Antonini Wilson confirmou à Justiça americana ter enviado, em agosto de 2007, US$ 6 milhões de Caracas para Buenos Aires, divididos em duas maletas. O dinheiro ilegal era destinado ao financiamento da candidatura de Cristina à Presidência. No momento, esta grande democrata está empenhada em destruir as instituições democráticas argentinas. Mas que ninguém ouse reagir, ou a safra de governantes que pretendem obter nas urnas o “direito” à ditadura gritam: “Golpe!!!”
A suspensão do Paraguai já seria indignidade o suficiente para os três governantes. Aproveitar o fato para abrigar a Venezuela, ao arrepio das regras que orientam o próprio Mercosul, é um escárnio. Ou vejamos: se o país tivesse sido expulso, muito bem! Mas não foi! A suspensão, que não é expulsão, não elimina uma das prerrogativas que o país tem como membro do bloco: aprovar ou vetar o ingresso de um novo país.
Há, sim, uma nova modalidade de golpe na América Latina: o golpe das eleições! Ainda voltarei a esse assunto. A safra de candidatos a ditadores do continente acredita que as urnas lhes dão o direito de solapar até… urnas!
A diplomacia de Dilma Rousseff consegue ir mais baixo do que a de Lula. Se querem saber, no que diz respeito às formalidades nas relações externas, nem Celso Amorim, o megalonanico, desceu tanto. Antonio Patriota acaba de se tornar mais “mégalo” e mais “nanico” do que o antecessor.
Reinaldo Azevedo

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Diário da Dilma, mês de maio


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PUBLICADO NA EDIÇÃO DE JUNHO DA REVISTA PIAUÍ
1º de maio ─ Não deu para emendar o feriadão. Na falta do que fazer, decidi azucrinar os bancos. Mamãe não resiste ao Bottini do Shoptime e só esse mês já comprou três frigideiras do George Foreman. Vai tudo para o cheque especial e quem paga os juros é a filhinha aqui.

2 de maio ─ Quando pensam que minha criatividade acabou, eis que demito um ministro interino. Pelas minhas planilhas, só falta demitir um suplente para ticar todas as categorias. Espero que esse Brizola Neto me ajude a mexer na internet. Ando tão defasada.
E não é que deu certo? Atendo o telefone e uma mocinha pergunta se pode estar falando com a dona Dilma Vânia. Digo que sou eu. A moça se oferece para negociar as taxas do meu empréstimo consignado… Digo que ligo mais tarde. Vou consultar o Guido.

3 de maio ─ Patriota veio me dizer que passei um pito na embaixadora da Colômbia por engano. A moça falava um português impecável, achei que fosse da minha equipe. Tive de passar um pito no Patriota.

“Veta, Dilma”, “Veta, Dilma”, só se fala nisso. Na hora de deixar o carro na garagem ou descartar sacola plástica o povo reclama.

4 de maio ─ Lula passou o dia ligando para fazer trocadilhos porque mexi na poupança. Esse homem não tinha um instituto para tocar? Mexi, sim, e daí? Muita gente quis fazer, mas não fez. Conosco não tem enrosco! E olha que a imprensa nem falou mal. Dilminha está se saindo melhor do que a encomenda!

5 de maio ─ Vou apagar essas fotos do meu computador. Fiquei assustada com esse episódio da Carolina Dieckmann.

6 de maio ─ Depois desse bafafá, estou curiosa para comer a tal galinhada. Mandei um ofício para o Kassab exigindo a receita.
Esse novo presidente da França deveria bater o pé para ser chamado de socialisto.

7 de maio ─ Chega segunda-feira e o Crivella vem me falar de tainhas. O pior é que não dá para mandar o homem para as profundezas do inferno. Que saudade do Luiz Sérgio. O bigode era péssimo, mas o homem era mais silencioso do que uma tilápia.

Sérgio Cabral fez troça com a tintura de cabelo do Lobão. Mandei cortar os repasses do PAC.

Lembrete: não autorizar viagens do Ministério de Minas e Energia para a França. Ontem vi a companheira do francês na tevê. Podre de chique. Melhor não arriscar contato com o Lobão. Seria ruim para mim e para o socialisto.

8 de maio ─ Estava conversando com minha prima de Belo Horizonte e ela me deu um toque legal. Não posso usar aquela meia-manga nos blazers. Deixa meu braço mais curto, péssimo! Acho que vou pedir para a Helena Chagas convocar uma conferência de moda aqui no Palácio. A gente diz que é para estimular a indústria da moda, combater a crise. Quero convidar a Glorinha, a Constança e a Lilian Pacce. Como quem não quer nada, peço uns palpites.

9 de maio ─ Gleisinha me apresentou a esse negócio de nail art. Trouxe uma moça aqui em casa para pintar estrelinhas do PT nas minhas unhas. Ficou uma graça.

Durou pouco. Levei um passa-fora de mamãe, que já veio com a acetona e me obrigou a apagar tudo. “Isso é coisa de adolescente deslumbrada!”, parecia até uma gralha. Como faço para me emancipar?

10 de maio ─ Adoro essas cozinhas contemporâneas que ficam integradas à sala. Mas aqui no Palácio é tudo antiquérrimo. Mamãe preparou a galinhada para o pessoal da Comissão da Verdade e ficou isolada na cozinha. Mandei a Gleisi pesquisar se tem que abrir licitação para contratar um decorador.

11 de maio ─ Assisti um pirata inteiro de Homeland. Bárbaro! Ficamos eu e o Patriota até tarde vendo a série. Ele achou tudo muito verossímil!

12 de maio ─ Por falar em assistir: o que é esse Lacombe da Globo? Respondo: uma via real do pecado. Ontem ele apareceu fazendo ginástica. Parecia um replicante sensual de Blade Runner. Apesar de serem sete e meia da manhã, senti um calor que nem sei. Se não me apoio, caio no chão.

13 de maio ─ Brasil Carinhoso. Eu <3 João Santana.

14 de maio ─ Sarney disse que tem a receita para a crise europeia. Quer encontrar a Merkel e o socialisto para apresentar o Plano Cruzado. Aguento?

15 de maio ─ Quem esses prefeitinhos pensam que são para vaiar Dilminha? Dá vontade de torrar todos esses royalties na H. Stern. Só de birra.

Meti o dedo na cara do Paulo Ziulkoski e soltei: “Meu querido, tenho popularidade de 64% e sou a segunda mãe mais poderosa do mundo. Comporte-se direito ou vai ficar sem sobremesa!”

Nota: Bem que o João Santana vive dizendo para eu não falar de improviso.

16 de maio ─ Passou um filme na minha cabeça durante a posse da Comissão da Verdade. Tô virando manteiga derretida.

Fiz um chá dançante para os ex-presidentes lá em casa só com músicas do Geraldo Vandré. O Sarney queria tocar Mercedes, mas eu disse que a noite era da MPB. Essa coisa de congraçamento é muito bonita. Senti uma paz boa por dentro. Pensei até em pedir que todos se dessem as mãos para cantarmos aquela canção tão bonita baseada na oração de são Francisco, mas me segurei em respeito ao Fernando Henrique, que é ateu.

O Lula não parou de falar um segundo e ainda trouxe uma quentinha. Passei um pito nele. Em festa que tem caviar não se leva sanduíche.

E nem cigarros aromáticos, viu FHC?

17 de maio ─ Ainda bem que a ideia dessa CPI não foi minha. Quem pariu Mateus que o embale! O Vaccarezza precisava fazer aquilo? Bilhetinho para o Serginho, cheio de mumumu e mimimi? Para o Serginho fica aquela frase de Casablanca: sempre haverá Paris…

18 de maio ─ “Hoje você é quem manda, falou tá falado, não tem discussão.” Acordei com essa música na cabeça. Impressionante como uma letra pode mudar de sentido com o passar dos anos. Nunca imaginei que cairia feito uma luva para mim.

19 de maio ─ Menina, fiquei impressionada com esse IPO do Facebook. Mamãe, que continua enforcada no cheque especial, conseguiu comprar sete ações. Amém.

20 de maio ─ Essa Xuxa, sinceramente. Liguei para a Ideli na hora para a gente comentar a entrevista. Não sei, não… Aquele negócio de ter filho com o Michael Jackson. Alguém acredita? Parece aquela história de nunca antes neste país…

Ainda bem que o Lacombe apareceu depois para comentar a rodada.

22 de maio ─ Será que o Sérgio Cabral vem para a Rio+20?

23 de maio ─ Ai, meu Jesus Cristinho! As ações do Facebook caíram 18%. Mamãe está desconsolada porque tomou dinheiro emprestado para comprar as sete ações dela. Já disse: vai ter de vender a furadeira Black&Decker com 500 watts de potência que ela arrematou ontem de madrugada na promoção do Bottini.

24 de maio ─ Paula me deu um box com a primeira temporada de Smash. Disse para eu me inspirar nos looks da Anjelica Huston. Comprei um guia de viagens para mamãe. Vamos ver se ela se manca.

25 de maio ─ O Fernandinho até melhorou depois que o Kamura cortou o cabelo dele. Esse japonês é um artista! Vamos ver agora a repercussão. Tá fraco de voto o menino!

26 de maio ─ Engordei 2 quilos. Essa briga com a balança me estressa. Vou fazer aquela dieta de cortar todos os carboidratos. Descobri um site inglês que é o máximo! Você manda seus dados, paga uma merreca e eles indicam a dieta. Tenho uma amiga no Itamaraty que fez e perdeu 5 quilos. Quem me dera…

Augusto Nunes-Veja

terça-feira, 12 de junho de 2012

Miriam Lacerda será candidata a Prefeitura de Caruaru-PE



A oposição confirmou para o dia 30 a convenção do DEM que homologará a candidatura de Miriam Lacerda à Prefeitura do município de Caruaru.

Benone Leão

Comissão de Ética abre processo contra Pimentel por uso de avião


   
A Comissão de Ética da Presidência decidiu nesta segunda-feira (11) abrir procedimento para investigar a viagem do ministro Fernando Pimentel em avião fretado pelo empresário João Dória Jr, presidente do Lide (Grupo de Líderes Empresariais).

Em outubro de 2011, Pimentel estava na Bulgária, em comitiva presidencial, antes de embarcar para Roma, onde palestrou em evento do grupo.

A viagem do ministro à Europa começou em 1º de outubro de 2011, quando ele chegou à Bulgária na comitiva da presidente Dilma Rousseff. Cinco dias depois, foi para Roma no avião fretado e, no dia 7, palestrou em seminário do Lide (Grupo de Líderes Empresariais), de Dória Jr. No dia 8, pegou voo comercial, custeado pela União, para voltar ao Brasil. O caso foi revelado pelo site "Terra Magazine".

Pela semana de trabalho na Europa, o ministro recebeu R$ 5.593 em diárias para despesas de hospedagem e alimentação.

Em maio, a Folha apurou que o Pimentel omitiu ter pego carona em avião fretado pelo empresário. Relatório público de despesas disponível no site do ministério afirma que o trajeto de Sofia (Bulgária) a Roma foi feito em "veículo oficial", e não em avião privado.

O documento contraria a versão do ministro, que diz ter consultado a Comissão de Ética Pública da Presidência antes de aceitar a carona. O uso do avião fretado também não constou da agenda pública de Pimentel.

Segundo o Código de Conduta da Alta Administração Federal, ele poderia participar de seminários com remuneração e transporte pagos pelos organizadores, mas teria de tornar pública essa informação, o que não ocorreu.

O ministro e o empresário afirmam que a palestra foi gratuita. Eles dizem que Pimentel pegou carona porque não teria tempo hábil de, em avião de carreira, chegar a Roma para o evento.

KELLY MATOS-Folha